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túlio gadêlha acusa joão campos de isolar lula com muros políticos

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O deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) declarou que o ex-prefeito de Recife e pré-candidato ao governo, João Campos (PSB), tem mantido o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por meio de ameaças e falta de confiança. Em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM na manhã desta terça-feira (2), o parlamentar afirmou que uma possível aliança entre o presidente e a governadora Raquel Lyra (PSD) é dificultada pelo fato de que o PSB ameaça romper acordos com o PT em estados estratégicos.

“O que João Campos deseja é erguer barreiras ao redor do presidente Lula para que a força do presidente seja direcionada à sua campanha. João não pode agir de maneira irresponsável com o presidente e o projeto do país. Ele precisa entender que as alianças do presidente são muito maiores do que as alianças que ele deseja para Pernambuco. As alianças do presidente vão influenciar o futuro do país pelos próximos anos, talvez décadas”, declarou.

Considerado um potencial candidato ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra, o deputado defendeu que a estratégia de Campos limita os votos que o presidente Lula pode obter em Pernambuco. Ele ressaltou a importância de uma aliança ampliada que envolva a reeleição do presidente e apoie também a governadora, destacando que o voto decisivo para Lula conquistar seu quarto mandato pode vir de seu estado natal.

“Uma aliança só se fortalece quando há intenção de ambas as partes. Acredito que a governadora deve declarar seu voto no presidente, assim como o presidente deve manifestar apoio à governadora. Essa é a minha opinião e estou trabalhando para unir essas forças. Mas há grupos aliados ao presidente que não desejam que isso aconteça e que usam seu partido e aliados para pressioná-lo e ameaçar o grupo político do PT em outros estados”, afirmou.

Segundo Túlio Gadêlha, o presidente poderia conquistar entre 600 e 700 mil votos adicionais. Ele lembrou que em 2022, o presidente Lula venceu Jair Bolsonaro (PL) por uma diferença de 2 milhões de votos, obtendo mais de 60 milhões contra 58 milhões do então presidente.

Para Gadêlha, é crucial que Lula seja eleito já no primeiro turno, pois os demais adversários são ligados à direita, incluindo o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo).

“Ainda há tempo para corrigir a rota e garantir a vitória do presidente já no primeiro turno”, destacou.

Túlio Gadêlha também defendeu a governadora Raquel Lyra das críticas que apontam alianças dela com figuras associadas ao bolsonarismo. Entre os apoiadores do projeto de reeleição de Raquel estão o ex-ministro do Turismo no governo de Jair Bolsonaro, Gilson Machado Neto (Podemos), e a deputada federal Clarissa Tércio (PP).

“Escolhemos em quem votar, não quem vota em nós. Quanto mais pessoas estiverem envolvidas em um projeto político, principalmente majoritário, melhor”, afirmou, destacando a importância de obter apoio entre evangélicos, profissionais das forças de segurança e conservadores.

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