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UE promete ajudar a trazer paz para o Oriente Médio e garantir segurança no Estreito de Ormuz
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, declarou nesta sexta-feira (24) que a União Europeia (UE) não está envolvida no conflito atual, mas está empenhada em ser parte da solução para a crise no Oriente Médio. Ele destacou a importância de o bloco europeu assumir um papel mais ativo nas negociações diplomáticas para promover a paz na região.
Mais cedo, o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, criticou os aliados europeus, afirmando que Washington não conta com o apoio da Europa, ressaltando que o bloco depende muito mais do Estreito de Ormuz do que os EUA.
Em entrevista após um encontro informal dos líderes europeus no Chipre, Costa enfatizou que os recentes acordos de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã e entre Israel e o Líbano são passos positivos, mas ressaltou que todas as partes envolvidas precisam agir com sinceridade para alcançar uma paz duradoura.
Para a UE, as metas imediatas incluem restabelecer a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, garantir um cessar-fogo firme que abra caminho para uma paz sustentável e impedir que o Irã desenvolva armamentos nucleares. “Um Oriente Médio estável não é possível com um Irã nuclear”, afirmou Costa.
O líder europeu ressaltou que a UE intensificou o diálogo diplomático com autoridades da Jordânia, Líbano, Síria, Egito e do Conselho de Cooperação do Golfo. Ele também mencionou que, liderada pela França e em cooperação com o Reino Unido, uma coalizão de mais de 50 países está organizando uma missão defensiva multilateral para assegurar a navegação segura no Estreito de Ormuz assim que as condições permitirem.
Costa alertou sobre os impactos econômicos do conflito para a Europa, destacando que o aumento nos preços dos combustíveis fósseis tem prejudicado o crescimento econômico e afetado tanto cidadãos quanto empresas. A Comissão Europeia já apresentou um conjunto de medidas para enfrentar essa situação e está preparada para ampliar a resposta de forma coordenada.
No longo prazo, ele defendeu a aceleração da transição para energias renováveis e a expansão de fontes de energia limpa domésticas para diminuir a dependência externa e fortalecer a segurança energética do continente europeu. Além disso, Costa informou que os líderes discutiram o próximo orçamento plurianual da UE e reafirmaram o objetivo de fechar um acordo até o final deste ano.

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