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30ª Parada LGBT+ destaca a importância do voto

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Com uma enorme urna envolvendo a Avenida Paulista e muita animação com leques, a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo acontece neste domingo (7) na Avenida Paulista, reunindo uma grande multidão. Comemora 30 anos e este ano traz como tema “30 Anos Parada SP: A rua chama, a urna decide”, destacando a importância do voto e da participação democrática na proteção dos direitos LGBT+.

A primeira Parada LGBT+ de São Paulo foi em 1996 na Praça Roosevelt, mudando para a Avenida Paulista no ano seguinte, onde se firmou.

Ao longo dos anos, a parada abordou questões essenciais como o reconhecimento da união estável, identidade de gênero, adoção por casais do mesmo sexo e criminalização da LGBTfobia. Em anos anteriores, tratou também do envelhecimento da população LGBT+.

Matheus Emílio Pereira da Silva, diretor da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP), ressaltou: “Hoje é um marco, pois muitos direitos da população LGBT+ foram conquistados aqui na Avenida Paulista”.

Ele destacou que discussões feitas na parada antecederam decisões no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre união estável, criminalização da LGBTfobia e direitos da população trans, entre outros.

No entanto, Silva lembra que ainda é necessário que o Legislativo assegure esses direitos em leis, não apenas decisões judiciais.

Por isso, o tema deste ano é sobre as eleições, para conscientizar a população LGBT+ a votar em representantes comprometidos com seus direitos e com a sociedade em geral.

Este ano, com menos patrocínios, a Parada terá 14 trios elétricos desfilando pela Avenida Paulista e Rua da Consolação até a Praça da República. A redução de patrocínios impactou a organização e as ações sociais e culturais da APOLGBT-SP. Em 2023 foram 19 trios elétricos.

Muitas pessoas começaram a chegar cedo para acompanhar o evento, que teve início às 10h e contou com artistas como Pabllo Vittar, Urias, Gloria Groove, Pepita, Diego Martins, Jup do Bairro, Melody, MC Soffia, Isma, Katy da Voz e As Abusadas, MC Trans, Zumbicore e Thiago Pantaleão, além da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello.

Janine Mello afirmou: “O Ministério dos Direitos Humanos participa da Parada. A de São Paulo é a maior do mundo, e é uma alegria estar aqui. Este ano, temos a campanha ‘O Brasil é de Todas as Cores: Para Todas as Pessoas’, que destaca a necessidade de garantir os direitos da população LGBT”.

Ela completou que há políticas para empoderamento, inclusão produtiva e acolhimento em vulnerabilidade, além da recente Política Nacional de Direitos LGBT, enfocando o enfrentamento à violência contra pessoas LGBTQIA+.

A secretária Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, mencionou um acordo técnico com o Ministério da Justiça e o Conselho Nacional de Justiça para coletar dados sobre violência contra a população LGBT+, visando criar protocolos institucionais de acolhimento, investigação e justiça.

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