Economia
Shein comemora fim da taxa extra e ajusta preços no Brasil
A Shein anunciou nesta quarta-feira que suspendeu a cobrança adicional conhecida como “taxa das blusinhas” em compras de produtos importados, conforme determinado ontem pelo governo federal. A plataforma asiática está atualizando seus sistemas para garantir que as operações ocorram sem problemas.
Mais cedo, testes simulados indicavam que, apesar da nova regra assinada pelo presidente Lula, a Shein ainda incluía no valor final o Imposto de Importação de 20% para compras de até US$ 50 (aproximadamente R$ 245, conforme a cotação atual).
O aplicativo Temu também aplicava essa cobrança, enquanto empresas como Mercado Livre, Shopee e AliExpress já haviam eliminado essas taxas.
A Shein informou que os clientes que foram cobrados incorretamente após a nova regra podem solicitar o reembolso pelo Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do aplicativo.
Importante avanço
Para Felipe Feistler, presidente da Shein no Brasil, a suspensão desse tributo representa uma vitória significativa para os consumidores brasileiros.
“Acreditamos que essa decisão amplia o acesso da população a produtos de qualidade, com preços mais acessíveis e maior variedade, promovendo competitividade, inclusão econômica e liberdade de escolha”, afirmou o executivo.
O AliExpress, do grupo Alibaba, ressaltou que a revogação da taxa amplia o acesso dos consumidores brasileiros a produtos e tecnologias globais muitas vezes indisponíveis no mercado nacional, reduzindo barreiras e oferecendo mais opções para todas as classes sociais.
Tributação estadual permanece
A medida do governo federal elimina apenas o Imposto de Importação para compras de baixo valor dentro do programa Remessa Conforme, criado em 2024 para a taxa de 20% sobre compras internacionais até US$ 50 (cerca de R$ 245).
Para valores superiores a esse, a alíquota federal de 60% continua válida.
Com o fim dessa cobrança, o governo espera tornar produtos importados de baixo custo mais acessíveis, especialmente em um período próximo às eleições.
Entretanto, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) seguirá sendo cobrado nas compras até US$ 50. Até 31 de março do ano passado, esse imposto estadual era fixado em 17%, mas desde 1º de abril de 2025 alguns estados elevaram a alíquota, que agora varia entre 17% e 20%.

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