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Zema reage a encontro entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência pelo Novo, expressou nesta segunda-feira (25) sua preocupação com os diálogos e o encontro entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, revelados há duas semanas.
“Para mim, quem se aproxima de banqueiro envolvido em má conduta é um mau sinal. Gambá reconhece gambá. É uma expressão popular que conheço desde o interior”, declarou Zema durante uma palestra em São Paulo.
Mais tarde, ao ser questionado por jornalistas, o ex-governador intensificou a crítica, classificando Vorcaro como “o maior criminoso do Brasil” e antecipando que a direita enfrentará maiores dificuldades em 2026 comparado a quatro anos atrás.
“Como já mencionei, fiquei bastante decepcionado com tudo isso. Alguém que mantém uma relação tão próxima com um banqueiro desonesto, como vejo o senhor Vorcaro, o maior corrupto do sistema financeiro brasileiro e possivelmente um dos maiores do mundo, é algo alarmante. Se em 2022 a direita já teve dificuldades, com esse escândalo a situação só tende a piorar, pois naquele ano não houve nada que se compare a isso”, afirmou Zema.
Ele considera que a queda momentânea de Flávio Bolsonaro nas pesquisas decorre do escândalo envolvendo o Banco Master. Segundo a última pesquisa Datafolha, divulgada na sexta-feira (22), Lula tem nove pontos de vantagem sobre Flávio no primeiro turno, e venceria o senador por 47% a 43% no segundo turno.
“Estou bastante preocupado com a possibilidade de entregarmos a eleição para a esquerda novamente. As recentes pesquisas indicam que quem apoia Flávio, provavelmente estará favorecendo Lula, que manteve seu posicionamento enquanto Flávio perdeu apoio. Isso, se nenhum outro fator surgir daqui para frente”, explicou o pré-candidato do Novo.
No entanto, Zema não descarta apoiar Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, apesar das críticas feitas ao encontro dele com Vorcaro. Questionado sobre a possível incoerência dessa posição, respondeu:
“Nosso país passará por situação semelhante ao Chile, onde diversos pré-candidatos da direita concorreram, mas no segundo turno se uniram contra a esquerda. Aqui no Brasil farei o mesmo: no segundo turno, estarei trabalhando contra o PT, seja como candidato do segundo turno ou apoiando outro candidato”.
As declarações de Romeu Zema ocorreram durante encontro de presidenciáveis promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil). O ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, também participou do evento.
Diferente de Zema, Caiado evitou comentar sobre as conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, optando por não se pronunciar a respeito.

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