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Arcebispo orienta padres a manterem neutralidade política nas igrejas
Dom Paulo Jackson Nóbrega, arcebispo de Olinda e Recife, preferiu não comentar as recentes controvérsias envolvendo o pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), e seus opositores. Em vez disso, optou por enviar um recado aos párocos das 152 igrejas ligadas à arquidiocese, definindo a postura que deve ser adotada durante o período eleitoral.
“O padre não deve usar o ambiente religioso para manifestar apoio a candidatos específicos. Claro que, pessoalmente, ele pode ter suas preferências, mas não pode transformar a igreja em um local de campanha. É essa a orientação que dou”, destacou dom Paulo, enfatizando que, apesar da religião poder unir diferentes opiniões, a igreja não deve ser palco político. Essa fala foi feita pouco antes da missa do Dia de Pentecostes.
Na celebração realizada no domingo (24), no ginásio de esportes Geraldão, na Imbiribeira, Zona Sul do Recife, nenhum pré-candidato ou político em exercício teve direito a discursar. As falas ocorreram antes da missa, que durou cerca de duas horas.
“A Festa de Pentecostes é a celebração do nascimento da Igreja e da força iluminadora do Espírito Santo. Reunimos aqui representantes das 152 paróquias, pastorais, grupos, movimentos e serviços”, ressaltou dom Paulo, lembrando que neste ano a comemoração tem um significado especial por marcar os 350 anos da Diocese de Olinda e Recife.
Encíclica papal
Durante a homilia, o religioso informou que o papa Leão XIV lançará na segunda-feira (25), às 11h30, sua primeira carta encíclica, intitulada “Magnifica humanitas” (Magnífica Humanidade). O documento, assinado na sexta-feira, aborda a proteção da pessoa na era da inteligência artificial (IA).
“Embora a internet seja uma ferramenta indispensável hoje, ela apresenta muitos desafios”, observou no ginásio Geraldão, antes de criticar a propagação de informações falsas por “especialistas da internet” que se colocam acima do papa e difundem inverdades sobre a forma correta de rezar o Pai Nosso.
Ele mencionou que há grupos que afirmam que a oração não pode ser feita com os braços abertos, um gesto tradicional que simboliza súplica e entrega. “Que ideia estranha é essa?”, questionou.

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