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EUA atacam o Irã e enfrentam reação a base militar
Os Estados Unidos derrubaram, nesta quinta-feira (28), quatro drones do Irã e bombardearam uma instalação terrestre no país, provocando uma resposta de Teerã contra uma base militar americana, em uma nova escalada de ataques que ameaça as negociações de um acordo para conter o conflito.
Esses confrontos são os mais sérios desde um cessar-fogo iniciado em 8 de abril, após mais de um mês de ataques dos Estados Unidos e de Israel que desencadearam uma guerra regional com milhares de mortos e impactos na economia global.
Quatro drones iranianos que representavam uma “ameaça no Estreito de Ormuz” foram abatidos, confirmou um funcionário americano.
O Exército também atingiu uma estação iraniana de controle terrestre em Bandar Abbas, cidade portuária próxima a essa passagem marítima vital.
“Essas ações foram moderadas, puramente defensivas e visavam manter o cessar-fogo”, declarou o porta-voz.
O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Hosseini Khamenei, afirmou que Estados Unidos e Israel querem desestabilizar a República Islâmica, numa mensagem transmitida pela televisão estatal.
“O plano do inimigo, após guerra, pressão econômica, cerco político e propaganda, é criar divisões para compensar derrotas militares e subjugar a nação”, declarou Khamenei, que não tem aparecido publicamente desde antes de assumir o cargo em março.
A chancelaria iraniana denunciou as violações contínuas do cessar-fogo pelos Estados Unidos.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baqaei, afirmou que o Irã tomará todas as medidas para defender sua soberania e condenou a retórica ameaçadora de Washington contra a República Islâmica e Omã.
Em retaliação, a Guarda Revolucionária Iraniana lançou um ataque contra uma base americana, sem detalhar qual, enquanto o Kuwait, aliado dos Estados Unidos, condenou ataques com drones e mísseis contra seu território atribuídos ao Irã, classificando-os como uma escalada perigosa.
O Exército americano qualificou o ataque iraniano com mísseis contra o Kuwait como violação flagrante do cessar-fogo.
Forças iranianas também dispararam advertências contra quatro navios tentando atravessar o Estreito de Ormuz, informou a televisão estatal iraniana.
Enquanto isso, os combates seguem no Líbano mesmo após um cessar-fogo em vigor desde 17 de abril.
O Ministério da Saúde do Líbano informou que ataques israelenses no sul do país mataram pelo menos 14 pessoas, incluindo duas crianças, e feriram outras 21.
O Exército Libanês confirmou que um soldado morreu em ataque israelense na região de Nabatiyeh.
O Exército de Israel bombardeou alvos do Hezbollah na cidade de Tiro, no sul, após declarar a região ao sul do rio Zahrani como zona de combate.
Antes desses eventos, as negociações entre Irã e Estados Unidos para encerrar o conflito avançavam com dificuldade.
O Estreito de Ormuz permanece bloqueado. Na quarta-feira (27), o Departamento do Tesouro americano sancionou uma nova agência iraniana criada para controlar o fluxo na passagem marítima estratégica para o trânsito mundial de hidrocarbonetos.
Na mesma quarta-feira, o presidente Donald Trump alertou que o estreito estará aberto a todos, enfatizando que são águas internacionais e que Omã, aliado dos Estados Unidos, deverá agir da mesma forma. Caso contrário, poderão ocorrer ações severas para garantir o acesso.
Essa situação fez os preços do petróleo subirem, afastando a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã, por onde transitava cerca de 20% do petróleo bruto e do gás natural liquefeito consumidos mundialmente.

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