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Aliados de Flávio repetem estratégia de Bolsonaro e mobilizam recepção de apoiadores em aeroportos
Após a polêmica envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) adotaram uma das táticas políticas atribuídas ao ex-presidente Jair Bolsonaro: recepcionar apoiadores em aeroportos. Essa estratégia ganhou destaque depois da viagem do senador aos Estados Unidos, onde se encontrou com Donald Trump, com o objetivo de mostrar apoio público enquanto a pré-campanha busca retomar sua relevância e desviar a atenção dos impactos negativos do caso Banco Master.
O movimento teve início na quinta-feira, quando Flávio desembarcou em Brasília após seu retorno de Washington. Ele foi recebido por seus apoiadores e membros do PL, passando alguns minutos tirando selfies e cumprimentando as pessoas na área de desembarque.
Na sexta-feira, aliados convocaram novamente os simpatizantes para acompanhar sua chegada em Curitiba, onde o senador participou de evento ao lado de Sergio Moro (PL-PR) e Deltan Dallagnol. A programação foi feita para fortalecer o discurso anticorrupção, que vem sendo explorado pelo grupo próximo ao senador desde que a crise se intensificou.
Essa tática remete diretamente ao estilo já consolidado por Jair Bolsonaro desde a campanha de 2018, transformando desembarques em aeroportos em eventos políticos frequentes, com apoiadores, bandeiras, gritos de ordem e transmissões ao vivo.
Dentro do PL, essa ação é entendida como uma tentativa de colocar Flávio novamente em destaque na política. Aliados avaliam que, após um período em que o senador esteve vinculado às denúncias envolvendo Vorcaro, é fundamental mostrar sinais claros de mobilização da base bolsonarista.
Assessores do senador argumentam que essas recepções passam a mensagem de que Flávio continua conectado com o eleitorado fiel ao ex-presidente e é capaz de mobilizar apoiadores em todo o país. Segundo eles, o impacto das imagens vai além da quantidade de pessoas presentes, funcionando como uma exibição visual de força num momento em que adversários e até membros da direita questionam a viabilidade de sua candidatura presidencial.
A recepção em Brasília contou com apoiadores, bandeiras do Brasil e parlamentares aliados, incluindo os senadores Izalci Lucas (PL-DF) e Wilder Morais (PL-GO), assim como os deputados federais Coronel Chrisóstomo (PL-RO), Domingos Sávio (PL-MG) e Hélio Lopes (PL-RJ). Vídeos publicados por aliados mostram pessoas gritando “Flávio presidente” e lutando para tirar fotos com o senador.
Em Curitiba, líderes bolsonaristas organizaram a recepção no aeroporto, distribuindo convites em grupos de WhatsApp e redes sociais do PL e do bolsonarismo local.
A escolha de Curitiba tem também um significado político importante para a estratégia de Flávio. A cidade é um dos principais bastiões eleitorais do bolsonarismo fora do eixo Rio-São Paulo e abriga símbolos da Operação Lava Jato, uma bandeira que seu grupo tem usado recentemente. Ao dividir o palco com Sergio Moro e Deltan Dallagnol, o senador reforça a pauta do combate à corrupção, buscando neutralizar os efeitos negativos da associação do seu nome ao caso Vorcaro e fortalecendo sua imagem diante da opinião pública.


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