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Caso Henry Borel: veja o que aconteceu com o menino
Caso Henry Borel: veja o que aconteceu com o menino
Henry Borel morreu no dia 8 de março de 2021, no apartamento onde morava com a mãe, Monique Medeiros, e o então padrasto, o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. O garoto, de 4 anos, foi levado ao Hospital Barra D’Or com vários ferimentos internos e em parada cardíaca.
Por volta das 3h30, Monique e seu namorado, Jairinho, levaram o menino à emergência. Eles relataram ter encontrado o menino caído no chão do quarto, com extremidades frias e olhos virados para trás. Às 5h42, as pediatras confirmaram o óbito, relatando que ele já estava sem vida ao chegar no hospital, mas tentativas de reanimação foram realizadas.
À tarde, um boletim de ocorrência foi registrado na delegacia da Barra da Tijuca, e uma perícia foi realizada no apartamento do menino. O pai, o engenheiro Leniel Borel de Almeida, disse ter sido avisado pela ex-companheira às 4h30 sobre a situação crítica do filho.
Às 14h, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML). A necropsia indicou que o menino sofreu lesões internas graves, incluindo sangramento interno e rompimento do fígado causada por trauma, além de múltiplos hematomas e contusões. O laudo mostrou que ele tinha 23 ferimentos e que a morte ocorreu entre duas a quatro horas após a lesão hepática. O enterro ocorreu no dia seguinte em Realengo.
Na delegacia, Monique afirmou que viu o filho no chão do quarto e que tentou reanimá-lo com incentivo do namorado. Jairinho confirmou o relato e disse ter pensado que o menino havia aspirado algo, mas não conseguiu reanimá-lo. Ele afirmou também que, embora tenha formação em medicina, não exercia a profissão e a última massagem cardíaca que fez foi durante a faculdade.
Conclusões do laudo pericial
O laudo anexado ao processo indica que as lesões ocorreram no apartamento do casal. As evidências médicas e os depoimentos apontam que Henry foi vítima de violência doméstica. A causa da morte foi rompimento do fígado com sangramento interno, uma lesão que leva algumas horas até causar o óbito.
A investigação estimou que a morte aconteceu entre 1h30 e 2h30 da madrugada, antes de Henry chegar ao hospital. O corpo já apresentava rigidez cadavérica e temperatura corporal baixa no momento do atendimento. As múltiplas lesões espalhadas pelo corpo descartam a hipótese de uma queda simples da cama.
As marcas nos ferimentos indicam uso repetido de força de objetos contundentes ou superfícies duras. O padrão das lesões mostra uma agressão intensa e contínua, incompatível com um acidente. Entre as lesões, seis estavam agrupadas na região das costas, sugerindo a ação de objetos com várias pontas.
O exame da perícia no local verificou que a altura da cama e dos móveis não justificariam os ferimentos encontrados. Isso reforça a hipótese de agressão direcionada e não acidente doméstico.


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