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Mercado em NY sobe com queda do petróleo e maior confiança dos investidores
As bolsas em Nova York encerraram o pregão desta quinta-feira (4) em alta, com o Dow Jones alcançando uma nova máxima histórica, impulsionado pela redução nos preços do petróleo em meio às negociações no Oriente Médio. Entretanto, as ações do setor de inteligência artificial (IA) limitaram os ganhos dos índices S&P 500 e Nasdaq, após os resultados financeiros da Broadcom impactarem negativamente o setor.
O Dow Jones registrou alta de 1,73%, chegando ao recorde de 51.561,93 pontos, tendo atingido um pico de 51.657,89 pontos durante o dia. O S&P 500 avançou 0,41%, totalizando 7.584,31 pontos, enquanto o Nasdaq teve um leve recuo de 0,09%, fechando em 26.830,96 pontos.
O apetite por risco aumentou entre os investidores de Wall Street após indícios de uma possível trégua entre Israel e o Hezbollah. Contudo, o Irã negou progresso concreto nas negociações e condicionou qualquer acordo com os EUA e Israel à retirada das tropas israelenses do território libanês.
Goldman Sachs liderou os ganhos do Dow Jones com alta de 4,96%, refletindo o bom desempenho do setor bancário. A vice-presidente de Supervisão do Federal Reserve (Fed), Michelle Bowman, reiterou a robustez do sistema financeiro, porém expressou preocupações quanto aos empréstimos realizados por instituições não bancárias.
Ações da UnitedHealth subiram 5,2%, beneficiadas por avaliações positivas do Bank of America e do Morgan Stanley.
Por outro lado, as ações da Broadcom e da CrowdStrike caíram 12,6% e 3,8%, respectivamente, após a divulgação dos balanços. O setor de semicondutores também enfrentou quedas generalizadas, com o índice VanEck Semiconductor (ETF SMH) registrando recuo de quase 2%. Apesar disso, as principais empresas de tecnologia, conhecidas como o grupo das “Sete Magníficas”, fecharam em alta, exceto a Tesla, que caiu 1,24%.
A Quantinuum estreou na Nasdaq com alta de 0,6%, cotada a US$ 68 por ação, após ampliar sua oferta inicial.
Analistas do Saxobank comentam que a inteligência artificial continua a impulsionar a demanda, mas alertam que a fase mais simples de crescimento pode estar chegando ao fim. A próxima etapa depende da execução eficaz, capacidade de precificação e geração de fluxo de caixa, não apenas do entusiasmo do mercado sobre a IA.
Em relação aos indicadores econômicos dos EUA, os dados vieram mistos antes do relatório oficial do mercado de trabalho para maio, que será divulgado amanhã. Os pedidos de auxílio-desemprego aumentaram na semana passada, sugerindo possível desaceleração no mercado de trabalho. Já o custo unitário da mão de obra subiu menos do que o esperado no primeiro trimestre, conforme estimativas dos economistas.


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