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EUA aplicam sanções ao presidente de Cuba e à família Castro
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira (4) novas medidas econômicas punitivas contra Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, sua esposa e membros da família Castro, intensificando a pressão financeira sobre o país.
Díaz-Canel já havia sofrido sanções em julho do ano anterior, por sua atuação contra os protestos populares de 2021.
As recentes sanções também incluíram Alejandro Castro Espín, filho do histórico líder revolucionário Raúl Castro; seu neto Raúl Alejandro Castro; e o enteado do presidente, Manuel Anido Cuesta.
Desde 1962, os Estados Unidos mantêm um embargo econômico sobre Cuba, o qual intensificou-se durante o segundo mandato do ex-presidente Donald Trump.
Washington combina essas sanções econômicas contra membros e empresas do regime com ações legais — como a acusação inédita contra Raúl Castro, de 95 anos, referente ao abate de duas pequenas aeronaves em 1996 — além de um bloqueio de petróleo não oficial desde o início do ano.
Cuba atravessa hoje sua pior crise econômica e social desde a Revolução de 1959. Embora haja negociações entre Washington e Havana para tentar resolver essa situação, ainda não se alcançou um acordo.
Os Estados Unidos consideram Cuba, situada a apenas 90 milhas da Flórida, uma ameaça à sua segurança, enquanto o governo cubano está aberto ao diálogo, mas sem abrir mão de sua autonomia nacional.


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