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IPCA 2026 atinge 5,11%, acima do limite da meta, mostra Focus

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A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 subiu pela décima terceira semana seguida, passando de 5,09% para 5,11%, ultrapassando o limite máximo da meta estabelecida pelo Banco Central, que é de 4,50%. Esse aumento reflete o aumento das incertezas causadas pela guerra no Oriente Médio, que provocou alta nos preços do petróleo.

Focando apenas nas 56 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades recentes, a mediana subiu de 5,09% para 5,17%.

A previsão do mercado para o IPCA de 2027 também subiu, passando de 4,02% para 4,03%. Um mês antes, essa estimativa era de 4,00%. Considerando somente as 55 projeções atualizadas recentes, a previsão permanece em 4,00%.

A mediana do Focus para a inflação de 2028 variou levemente de 3,66% para 3,65%. Um mês antes estava em 3,64%. Para 2029, a estimativa ficou constante em 3,50%, pela 40ª semana consecutiva.

A trajetória projetada pelo mercado continua acima do esperado pelo Banco Central, mesmo após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter revisado suas previsões para cima na reunião mais recente. O Copom indica uma previsão de alta de 4,6% para o IPCA em 2026 e 3,5% em 2027.

A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, baseada no IPCA acumulado nos últimos 12 meses. O alvo é 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 pontos percentuais para mais ou para menos. Caso a inflação permaneça fora desse intervalo por seis meses consecutivos, entende-se que o Banco Central não atingiu seu objetivo.

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