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Eduardo Bolsonaro pede sanções dos EUA contra Moraes
Na véspera de seu julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) recorreu às redes sociais para solicitar que os Estados Unidos reativem sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, responsável pela relatoria da ação penal.
Em publicação na plataforma X, Eduardo afirmou que o STF estaria preparando uma condenação retaliativa ligada ao presidente Donald Trump. Segundo ele, "a retomada das sanções contra o violador de direitos humanos Alexandre de Moraes é necessária e urgente."
Eduardo Bolsonaro comentou também que não entende quem sugeriu a suspensão dessas sanções, considerando isso um sério equívoco. Ele acredita que Moraes aguarda o retorno de um governo democrata radical nos EUA para, juntos, tomarem ações contra ele similares às que vêm ocorrendo.
Ele questiona as acusações do processo, ressaltando que enquadrar suas conversas com membros do governo americano como crime seria o mesmo que classificar integrantes da administração dos EUA como parte de uma organização criminosa.
O julgamento está agendado para esta terça-feira (16). A Defensoria Pública da União, que o representa após ele não indicar advogado, solicitou que um ministro da Segunda Turma fosse chamado para o julgamento, já que a Primeira Turma opera com uma vaga após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.
Alexandre de Moraes recusou o pedido, mantendo a data marcada. A análise será feita pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e o próprio Moraes.
Eduardo Bolsonaro é acusado de coagir durante o processo anterior ao julgamento da tentativa golpista, no qual seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi condenado.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) alega que ele atuou nos EUA para pressionar autoridades do Brasil e interferir no andamento do processo contra seu pai, buscando apoio do governo americano para impor sanções e tarifas como retaliação.
As medidas propostas incluíam a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, uma legislação que bloqueia bens e propriedades nos EUA e impede a entrada do indivíduo no país.
Eduardo Bolsonaro foi citado no processo por meio de edital, comunicação oficial da ação penal. Após a designação de sua defesa pela Defensoria, foi marcada uma audiência com interrogatório via videoconferência, mas ele não compareceu ao depoimento.


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