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Venezuela busca acesso rápido a fundos do FMI após terremotos
A Venezuela está em tratativas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para liberar rapidamente seus recursos financeiros, visando enfrentar os danos causados pelos recentes terremotos, informou nesta quinta-feira (9) a porta-voz do FMI, Julie Kozack.
O governo de Delcy Rodríguez iniciou esforços para desbloquear ativos que estão retidos em vários países após as tragédias naturais.
Em uma conversa telefônica, a presidente interina manteve contato com a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, conforme detalhou a porta-voz em coletiva de imprensa.
Segundo a porta-voz, a Venezuela possui dois tipos de ativos junto ao FMI: o saldo da parcela de reservas, que é parte da cota nacional disponível para saque imediato, e os Direitos Especiais de Saque (DES), que são direitos potenciais para receber moedas internacionais como dólares e euros.
“Em 8 de julho, o saldo da parcela de reservas da Venezuela, recurso que as autoridades desejam utilizar, era de aproximadamente 350 milhões de dólares (R$ 1,8 bilhão). Já as reservas em Direitos Especiais de Saque somam cerca de 4,5 bilhões de dólares (R$ 23 bilhões)”, afirmou a porta-voz.
A presidente interina Rodríguez e a diretora-gerente do FMI discutiram o uso da parcela de reservas, considerada uma fonte importante de liquidez que pode ser acionada rapidamente.
O acesso da Venezuela a seus ativos e direitos de empréstimo no FMI permanece bloqueado devido à disputa sobre a legitimidade do governo do ex-presidente Nicolás Maduro.
Em abril, o país e o FMI retomaram suas relações, interrompidas desde 2019.
Ambas as partes estavam negociando os termos para o retorno quando ocorreram os terremotos que devastaram grandes áreas do território venezuelano.
Os Estados Unidos tornaram-se um aliado importante de Caracas no FMI para acelerar as negociações.
O governo americano, que apoiou a queda de Nicolás Maduro, mantém agora uma colaboração ativa com a administração de Rodríguez.
A presidente venezuelana também solicitou ao rei da Inglaterra a liberação do ouro da Venezuela, avaliado em 1,9 bilhão de dólares (R$ 9,75 bilhões), que está retido no banco central britânico.

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