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Colômbia planeja abrir embaixada em Jerusalém
O presidente eleito da Colômbia, o ultradireitista Abelardo de la Espriella, pretende estabelecer uma embaixada em Jerusalém para fortalecer os laços com Israel, conforme anunciado por sua equipe nesta quinta-feira (16).
Em 2024, Gustavo Petro, então presidente de esquerda, cortou relações com Israel em protesto contra a ofensiva israelense em Gaza.
De la Espriella, que assumirá o cargo em 7 de agosto, deseja retomar as relações diplomáticas imediatamente.
O novo governo informou que está avançando na abertura da Embaixada da Colômbia em Jerusalém, reconhecida como capital de Israel.
Antes da ruptura feita por Petro, a embaixada colombiana estava em Tel Aviv, local onde a maioria dos países mantém suas representações diplomáticas.
Petro manifestou interesse em abrir uma delegação diplomática em Ramallah, na Cisjordânia, território palestino ocupado, mas o plano não foi implementado.
Após o anúncio, Petro criticou Abelardo de la Espriella em suas redes sociais, acusando-o de cumplicidade em genocídio.
Nos Estados Unidos, o ex-presidente Donald Trump, apoiador de De la Espriella, transferiu a embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém em 2018.
Na última quarta-feira, o chanceler indicado por De la Espriella, Omar Bula, reuniu-se em Washington com o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar.
Os representantes concordaram em estabelecer um plano para restabelecer as relações diplomáticas e eliminar vistos entre os países.
O governo colombiano também pretende retirar seu apoio à denúncia feita pela África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça por alegações de genocídio em Gaza.
Petro havia apoiado essa denúncia, interrompendo exportações de carvão para Israel e suspendendo compras de armamentos israelenses.
Segundo o comunicado oficial, as relações históricas rompidas unilateralmente pelo governo anterior serão novamente fortalecidas.
Durante a campanha, De la Espriella garantiu que buscaria intensificar a cooperação com Israel para combater grupos armados financiados pelo narcotráfico que atuam na Colômbia.

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