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Governo Trump reduz proteção a espécies em risco nos EUA

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O governo Trump finalizou nesta sexta-feira (17) duas novas alterações que limitam ainda mais a eficácia da Lei de Espécies Ameaçadas de Extinção (ESA), a qual protege animais como o urso-pardo-do-alasca e a águia-de-cabeça-branca, ave símbolo dos EUA.

A primeira modificação elimina a regra que aplicava automaticamente as proteções da ESA para espécies classificadas como “ameaçadas”.

A segunda alteração permite considerar fatores econômicos e de segurança nacional ao decidir se uma área deve ser designada como “habitat crítico” para essas espécies em risco.

Doug Burgum, secretário do Interior e responsável pela administração das terras federais, declarou: “Por muito tempo, a Lei de Espécies Ameaçadas foi usada para impedir quase todos os projetos nos EUA, elevando os custos para as famílias, reduzindo nossa competitividade e prejudicando nossa segurança nacional.”

Essa decisão veio uma semana após outra medida que restringiu a definição legal do termo “dano” dentro da mesma lei.

Defensores ambientais temem que isso facilite a deterioração de habitats naturais previamente protegidos e anunciaram que entrarão com uma nova ação judicial.

Para Noah Greenwald, do Center for Biological Diversity, essa é mais uma demonstração da “flexibilidade excessiva do governo em favor da indústria” às custas do meio ambiente.

Em 2023, o Departamento do Interior sob a administração Biden destacou que essa lei foi fundamental para salvar centenas de espécies da extinção nas últimas cinco décadas.

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