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Irã promete ataque total e EUA continuam bombardeios

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O Irã anunciou nesta sexta-feira (17) que poderá iniciar uma ofensiva total, enquanto os Estados Unidos realizaram bombardeios pelo sétimo dia seguido, marcando a maior intensificação do conflito desde que os dois países retomaram hostilidades abertas no Oriente Médio.

O Comando Central dos EUA comunicou que nova rodada de ataques começou às 19h GMT (16h em Brasília) e visa reduzir ainda mais a capacidade militar iraniana, conforme ordem do presidente Donald Trump, conforme detalhado pelo Exército em rede social.

Segundo a agência oficial Irna, foram ouvidas cinco explosões na manhã de sábado (18, horário local) em Yazd, região central do Irã. Já a agência Mehr relatou explosões em diversas províncias do sul do país.

O exército americano afirmou ter atingido dezenas de alvos militares, incluindo instalações de vigilância costeira, defesa aérea, infraestrutura logística e marítima. A agência Irna notificou que os ataques deixaram oito mortos.

Autoridades iranianas relataram bombardeios contra pontes, aeroporto e estação ferroviária, além de danos a instalações energéticas no sul, e pediram que a população reduza o consumo de eletricidade. Washington não confirmou essas informações.

O presidente Donald Trump ameaçou destruir pontes e usinas elétricas caso o Irã não retome as negociações.

O assessor militar do líder supremo iraniano, Mohsen Rezai, alertou que poderia haver uma ofensiva total se os ataques americanos persistirem além de dois a três dias, afirmando que “nenhuma fronteira estará segura”.

Potencial ampliação do conflito na região

A Guarda Revolucionária do Irã comunicou que dois petroleiros explodiram e pegaram fogo ao atravessar área minada perto do Estreito de Ormuz, atribuindo os incidentes a ações dos serviços de inteligência dos EUA, sem detalhar nacionalidades ou vítimas.

Em comunicado, indicaram que os ataques continuarão até que haja calma na região costeira sul e no estreito.

Especialista em Oriente Médio, David Khalfa, alertou que o Estreito de Ormuz se tornou uma armadilha perigosa, aumentando o risco de um conflito regional mais amplo.

Em Kuwait, uma usina elétrica e uma planta de dessalinização foram atacadas pelo Irã, levando o governo a pedir racionamento energético durante o período crítico.

As forças aéreas da Jordânia, Bahrein e Catar também informaram terem sofrido ataques recentes. A guarda revolucionária alegou ter destruído equipamentos militares americanos no Catar em retaliação.

Os confrontos reiniciaram em 7 de julho após ataques a embarcações no Golfo atribuídos ao Irã. Bombardeios sem precedentes desde o cessar-fogo de abril têm dificultado a diplomacia para acabar com a guerra.

Pressão e reações internacionais

O secretário-geral da ONU, António Guterres, considerou inaceitáveis os ataques a infraestrutura civil e manifestou profunda preocupação com o aumento das tensões entre Irã e EUA.

China e Paquistão pediram retorno às negociações no acordo firmado em junho, e Islamabad solicitou normalização da circulação no Estreito de Ormuz, bloqueado recentemente pelo Irã. Em resposta, Washington reforçou bloqueios aos portos iranianos.

Apesar de ainda abaixo dos níveis iniciais do conflito, o preço do petróleo segue em alta, com o barril de Brent a 88,10 dólares, subindo 4,60% nesta sexta-feira. David Morrison, da Trade Nation, destacou que não há sinais claros de que a escalada nos preços tenha terminado.

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