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Alemanha vai enviar mais soldados à Lituânia e pode convocar até 1 mil militares
A Alemanha se prepara para aumentar a presença militar na Lituânia neste outono do Hemisfério Norte, com o intuito de fortalecer o flanco leste da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Essa ação ocorre em meio às preocupações de uma possível escalada militar após a invasão russa em larga escala à Ucrânia.
Segundo o jornal alemão Bild, o ministro da Defesa, Boris Pistorius, autorizou o uso de designações obrigatórias para ocupar vagas na brigada alemã estacionada na Lituânia, devido à insuficiência de voluntários para completar o efetivo.
As primeiras convocações compulsórias podem começar em breve e atingir até 1.000 soldados. O Ministério da Defesa planeja apresentar essa medida ao Comitê de Defesa do Parlamento ainda nesta segunda-feira.
O objetivo de Berlim é manter um contingente permanente de 4.800 soldados na Lituânia até o final de 2027, além de cerca de 200 civis, como parte de um plano de longo prazo para reforçar a presença da Otan na fronteira oriental.
O Bild destaca que apenas cerca de 60% das posições necessárias foram preenchidas por voluntários, com maiores lacunas em especialistas em tecnologia da informação, pessoal de logística, cozinheiros e militares de patentes mais baixas.
As convocações obrigatórias podem alcançar até 20% das posições da brigada, embora a Bundeswehr busque reduzir esse índice para cerca de 10% por meio de campanhas de recrutamento e iniciativas, como viagens de reconhecimento para soldados e suas famílias à Lituânia.
Os militares convocados precisam ser avisados com antecedência e têm direito a contestar as ordens, além de tempo para planejar a mudança.
É importante ressaltar que essa medida não equivale a uma mobilização geral; trata-se de militares já em serviço que podem ser realocados mesmo que não tenham se oferecido para a missão.
A unidade em questão é a 45ª Brigada Blindada “Lituânia”, que será a primeira brigada de combate alemã sediada permanentemente fora da Alemanha desde a criação da Bundeswehr em 1955.
A Lituânia faz fronteira com Belarus e está próxima do enclave russo de Kaliningrado, além do chamado “corredor de Suwalki”, área considerada vulnerável pela Otan em caso de crise.
Boris Pistorius defendia que a brigada fosse formada principalmente por voluntários, mas reconheceu em junho que a convocação de até 1.000 militares seria necessária diante da dificuldade em completar o contingente.
Enquanto isso, outros países da região, como a Polônia, também elevaram o nível de alerta militar. Recentemente, um drone russo atingiu um trem de passageiros na rota Kyiv-Varsóvia, próximo à fronteira polonesa, aumentando as preocupações sobre a escalada do conflito.

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