Conecte Conosco

Centro-Oeste

Dia da Educação: Rede de Apoio Transforma Vida de Alunos no DF

Publicado

em

No dia 6 de agosto, comemoramos o Dia Nacional dos Profissionais da Educação, uma data criada para reconhecer o trabalho de todos que fazem a escola funcionar. No Distrito Federal, essa rotina mostra um esforço conjunto entre todos os funcionários da escola, que se unem por dedicação e amor à profissão, mesmo com poucos recursos. Para a vice-diretora do CED 06 no Gama, Elirosy de Matos, a escola funciona como um organismo vivo, que só resiste por causa da união de todos. “A escola só anda porque todo mundo está aqui, não só o professor”.

Elirosy, com quase vinte anos na rede, destaca que a estrutura pedagógica depende do cuidado de quem cuida das instalações. Segundo ela, sem o pessoal da limpeza e a atenção dos vigilantes, o ambiente de aprendizado simplesmente não existiria.

O carinho que alimenta e acolhe

Um dos papéis mais importantes desse sistema é o das merendeiras, pilares de nutrição e carinho. A vice-diretora conta que as funcionárias da cantina preparam os alimentos com tanto amor que a simples refeição vira um gesto de acolhimento para crianças que, muitas vezes, chegam à escola sem ter comido em casa.

Na linha de frente da alfabetização no Gama, a professora Thaís Nery, 38 anos, encara o desafio de ensinar uma turma do primeiro ano. Com crianças de 6 e 7 anos, ela escreve diariamente no quadro uma rotina para que seus alunos, especialmente aqueles com Transtorno do Espectro Autista (TEA), se sintam seguros e orientados. Cada minuto em sala é importante, exigindo que a professora tenha um olhar atento para as necessidades de cada estudante.

Desafios por recursos e reconhecimento

A animação das crianças contrasta com as dificuldades relatadas pela professora, como a falta de apoio institucional e o sentimento de solidão pedagógica. Thaís explica que um dos grandes desafios é lidar com diferentes níveis de aprendizado e adaptar as atividades para alunos com necessidades diversas. No entanto, ela reforça que ninguém pode ser deixado para trás, mesmo que a estrutura nem sempre ajude.

O reconhecimento financeiro é uma preocupação constante, já que os salários no Brasil são baixos para os profissionais da educação. Thaís lamenta que o salário não corresponda à importância da missão, fazendo com que professores usem dinheiro próprio para comprar desde materiais até presentes para os alunos em datas especiais.

O peso da saúde mental e do afeto

Essa falta de valorização afeta a saúde mental dentro da Secretaria de Educação do DF, que registra cada vez mais afastamentos médicos. Thaís desabafa sobre o esgotamento mental frequente que sente diante de salas lotadas e escassez de recursos para enfrentar os desafios. “Às vezes eu saio daqui totalmente esgotada”, conta, mas destaca que a energia das crianças é o que a mantém firme.

Esses profissionais vão além do ensino: eles se envolvem com as dificuldades familiares que os alunos trazem. Para Thaís, não dá para não se envolver emocionalmente. “Estar numa sala de aula não é fácil. Só quem vive sabe o quanto é difícil”, explica.

Engrenagens que formam cidadãos

Elirosy considera a escola como um porto seguro que absorve os impactos da falta de políticas públicas e da carência da comunidade. Por isso, o apoio de educadores sociais voluntários e monitores é fundamental para garantir a inclusão dos estudantes com necessidades especiais. É essa união que permite que a escola cumpra seu papel social de proteção.

Apesar das dificuldades, esses profissionais continuam firmes na missão de ensinar valores, responsabilidade e respeito aos futuros cidadãos. A diretoria do Centro Educacional 6 do Gama se dedica diariamente a formar alunos críticos, que saibam valorizar desde o porteiro até o diretor.

O aprendizado desses valores é o legado que Elirosy espera deixar para que as crianças carreguem por toda a vida. O Dia do Profissional da Educação é um momento para refletir sobre os avanços necessários para tornar a carreira digna e atrativa.

As educadoras ouvidas concordam que a educação no DF só vai melhorar com investimentos reais em infraestrutura e na saúde dos profissionais. Afinal, um organismo só funciona bem quando cada parte é valorizada e cuidada como fundamental.

Fonte: Com informações Jornal de Brasília

Clique aqui para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe um Comentário

Copyright © 2026 - Todos os Direitos Reservados