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Fim da guerra entre Irã, Israel e EUA: o que esperar do acordo
Estados Unidos e Irã estão próximos de firmar um acordo para encerrar o conflito iniciado em fevereiro e permitir a reabertura do Estreito de Ormuz, crucial para o transporte global de petróleo e gás natural.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atua como mediador, afirmou que as negociações avançaram e que a assinatura do acordo pode ocorrer nas próximas 24 horas. O Paquistão já se prepara para a assinatura eletrônica e para uma nova rodada de negociações técnicas na semana seguinte.
Apesar do otimismo, a Casa Branca não confirmou a fase atual das negociações nem uma data para a assinatura. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que a assinatura não acontecerá neste domingo, mas não descartou a possibilidade em breve. Há histórico de anúncios que não se concretizaram.
Recentemente, o conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel se intensificou, aumentando o receio de uma escalada regional e afetando a economia global. Um cessar-fogo vigente desde 7 de abril permanece frágil.
Na sexta-feira, o Comando Central dos Estados Unidos indicou ter interceptado drones iranianos que visavam embarcações no Estreito de Ormuz.
Programa nuclear sob negociação
Um dos principais temas do acordo é o futuro do programa nuclear do Irã. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, explicou que os detalhes sobre o programa serão definidos em até 60 dias após a assinatura inicial do acordo, prazo que pode ser estendido.
Estados Unidos e Israel temem que o programa possa permitir a fabricação de armas nucleares, enquanto o Irã afirma que suas atividades são pacíficas.
Um funcionário americano, sob anonimato, revelou que o acordo prevê o começo da remoção ou destruição do urânio enriquecido pelo Irã, com o período de 60 dias para definir os detalhes técnicos. A responsabilidade pela retirada desse material ainda está indefinida.
Reabertura do Estreito de Ormuz
Outro tema importante é a reabertura do Estreito de Ormuz, vital para o abastecimento mundial de energia. O acordo inclui medidas para restabelecer o tráfego na região.
Araghchi destacou que o Irã pretende continuar cobrando taxas sobre embarcações que utilizam a passagem, prática criticada pelos Estados Unidos e outros países por suposta violação do direito internacional.
A interrupção do tráfego no estreito afetou o fornecimento global de petróleo e gás natural, elevando os custos dos combustíveis, alimentos e insumos em diversas partes do mundo.
Redução de sanções e liberação de ativos
Fontes regionais anônimas informaram que o acordo deve prever a retirada gradativa das sanções contra o Irã e a liberação de ativos financeiros congelados, aguardando a aprovação final de Washington e Teerã para a assinatura.
Questão do Líbano ainda sem solução
Um impasse permanece sobre a situação no Líbano. O Irã defende que o acordo inclua um cessar-fogo no país, onde Israel enfrenta o Hezbollah, grupo apoiado por Teerã.
Na sexta-feira, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que o país continuará agindo de forma independente diante do Irã e não pretende retirar suas forças das áreas do Líbano, Síria, Gaza e da Cisjordânia. Os confrontos no sul do Líbano prosseguiram neste sábado.


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