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Governo mantém posição sobre Pix e pode apoiar empresas afetadas por tarifas

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Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento, afirmou nesta sexta-feira que o governo pode implementar medidas para auxiliar empresas caso os Estados Unidos confirmem novas tarifas sobre produtos brasileiros. Ele ressaltou que já existem iniciativas para apoiar exportadores e que ações poderão ser tomadas para minimizar os impactos na população.

“É fundamental que adotemos medidas se essas tarifas forem aplicadas. No passado, prestamos suporte aos exportadores. Atualmente, o programa Brasil Soberano 2 está ativo e atende muitas demandas, oferecendo linhas de crédito acessíveis para superar essas dificuldades”, declarou Moretti durante participação no programa Bom Dia, Ministro.

O ministro ressaltou que o governo está trabalhando na redistribuição e diversificação das exportações brasileiras, priorizando medidas que reduzam os impactos das tarifas para a população.

“Seguiremos adotando medidas para minimizar os efeitos na população”, acrescentou.

Sobre as críticas dos EUA ao Pix, Moretti afirmou que o sistema de pagamentos instantâneos é essencial para a economia brasileira e não prejudica empresas estrangeiras.

“O Pix pertence aos brasileiros e é um sistema fundamental para nossa economia, sem qualquer tipo de discriminação contra empresas de outros países”, afirmou o ministro.

Ele destacou que a atuação do governo nas negociações se baseia no princípio da soberania nacional e na proteção de instituições cruciais para a população.

“O Pix é um exemplo de arranjo de pagamento do qual temos grande orgulho e não vamos abrir mão”, disse.

A declaração do ministro ocorre a menos de um mês da decisão prevista dos EUA sobre a cobrança de tarifas, proposta após investigação do Escritório do Representante Comercial Americano (USTR). O relatório acusou políticas brasileiras de serem “irrazoáveis” ou “discriminatórias”, reunindo críticas abrangendo decisões judiciais sobre plataformas digitais, acesso ao mercado de etanol, propriedade intelectual e meio ambiente.

Fontes do governo brasileiro descrevem o processo como uma negociação com falta de transparência, pois Washington ainda não definiu quais ações consideraria suficientes para alterar a proposta tarifária.

O principal desafio nos próximos dias é encontrar uma solução que permita ao presidente Donald Trump apresentar uma vitória política interna sem que o Brasil pareça ceder em questões de soberania. As discussões continuam em grupos técnicos.

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