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Irã alerta navios para seguir rota segura em Ormuz
O Irã emitiu um aviso neste domingo (28) para que qualquer embarcação que tentar desviar do trajeto autorizado no Estreito de Ormuz aumentará as tensões no Oriente Médio, uma região já afetada pelos confrontos recentes entre Teerã e os Estados Unidos nessa passagem estratégica.
Na mesma data, o país lançou ataques contra o Kuwait e o Bahrein como retaliação aos bombardeios norte-americanos em seu território ocorridos no dia anterior, reacendendo um conflito que ameaça comprometer negociações para o fim da guerra.
Ambas as nações se acusam de descumprir um cessar-fogo estabelecido em 17 de junho, referente ao controle da passagem vital de Ormuz.
Durante a guerra iniciada após declarações de Israel e Estados Unidos em 28 de fevereiro, o Irã bloqueou o estreito.
Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, esteve em Bagdá e alertou que qualquer ação diferente das adotadas pelo país complicará ainda mais a situação e atrasará a reabertura da rota.
Ele pediu que todos os envolvidos evitem interferir na administração do estreito e mantenham o acordo vigente.
Além disso, defendeu a criação de um protocolo de segurança com as nações do Golfo.
O estreito foi liberado no meio de junho, mas o Irã restringe o trânsito a uma faixa próxima à sua costa, ameaçando ações contra quem não respeitar essa limitação.
Hoje pela manhã, a Guarda Revolucionária, força militar ideológica iraniana, assumiu a responsabilidade pelos lançamentos de mísseis e drones contra o Kuwait e o Bahrein como resposta.
Esses ataques destruíram várias instalações militares dos EUA nas bases aéreas e navais dessas regiões, segundo informações da mesma força.
O Ministério das Relações Exteriores apontou a firmeza do Irã em proteger sua soberania.
Por outro lado, o Kuwait repudiou as agressões e ressaltou que elas prejudicam os esforços de pacificação.
No Bahrein, onde sirenes soaram durante a noite, o exército informou que neutralizou vários projéteis lançados nas ofensivas.
Na véspera, as forças aéreas dos Estados Unidos atacaram diversos alvos em retaliação a um ataque iraniano contra um petroleiro que transitava pela região.
A Guarda Revolucionária assegurou que reforçará o controle sobre o tráfego na passagem e que embarcações em desacordo serão tratadas com rigor.
Em mensagem na plataforma Truth Social, o presidente americano Donald Trump acusou o Irã de desrespeitar novamente o cessar-fogo e insinuou que medidas militares mais duras podem ser necessárias.
Conflito também no Líbano
No sul do Líbano, os bombardeios por parte de Israel continuam, apesar de um acordo preliminar firmado recentemente em Washington para tentar estabelecer uma paz estável.
O Líbano entrou no conflito após ofensivas do Hezbollah contra Israel em apoio ao Irã.
Um recente ataque matou uma pessoa e o exército israelense confirmou a perda de um soldado em combate na região.
Esmaeil Baqaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, declarou que a retirada das tropas israelenses do Líbano é fundamental para um acordo definitivo que garanta a segurança regional.
O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou em diálogo por telefone com o presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, que o fim da ocupação israelense no Líbano tem sido tratado com seriedade pelo Irã.

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