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Irã diz que acordo com EUA ainda está longe

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O Irã informou nesta segunda-feira (25) que, apesar dos progressos nas negociações, Washington e Teerã ainda não estão próximos de firmar um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio, após um fim de semana de informações contraditórias.

O confronto, que teve início com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica em 28 de fevereiro, resultou praticamente no bloqueio do Estreito de Ormuz, ataques iranianos em países da região e alta nos preços da energia.

Os valores do petróleo caíram significativamente após um período de otimismo com a possibilidade de um acordo, especialmente depois que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, indicou que um entendimento poderia estar próximo. Contudo, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que isso "não é algo que se possa afirmar com confiança".

Enquanto isso, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atua como mediador nas negociações, esteve em Pequim para se reunir com o presidente da China, Xi Jinping.

Desde 8 de abril, um cessar-fogo está em vigor entre as forças americanas e iranianas, mas no âmbito diplomático as negociações continuam para encontrar uma solução para o conflito. Apesar da suspensão dos bombardeios, o Irã mantém o bloqueio na navegação do Estreito de Ormuz e os Estados Unidos continuam com o bloqueio aos portos iranianos.

Marco Rubio declarou em Nova Délhi (Índia) que, apesar das expectativas, ele não consideraria iminente um acordo. Ele ressaltou que os Estados Unidos possuem "uma proposta sólida" para reabrir o Estreito de Ormuz que é justa e benéfica para o mundo.

O secretário de Estado também destacou que o presidente Donald Trump "não tem pressa para fechar acordos ruins".

Em Teerã, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, foi enfático ao afirmar que, apesar de avanços significativos, "afirmar que a assinatura de um acordo é iminente é algo incerto".

Baqaei acrescentou que o Irã continuará a controlar o tráfego naval no Estreito de Ormuz com cobrança de taxas, o que não deve ser interpretado como imposição de pedágios. Segundo ele, as taxas referem-se a serviços de navegação e medidas ambientais para proteger a região.

O presidente Donald Trump afirmou em sua rede social Verdade Social que ordenou aos negociadores que não se precipitem, pois o tempo está a favor dos Estados Unidos. Ele também garantiu que o bloqueio aos portos iranianos continuará até que um acordo definitivo seja alcançado.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que ele e Trump concordam que qualquer acordo final deve exigir o desmantelamento do programa nuclear iraniano e a retirada de todo o urânio enriquecido do território do Irã.

As autoridades iranianas destacaram que, apesar da insistência de Washington para que Teerã interrompa o enriquecimento de urânio, as negociações sobre o programa nuclear só ocorrerão em uma fase posterior, após um acordo inicial.

Os preços do petróleo, que subiram desde o início do conflito, apresentaram queda de quase 5% nesta segunda-feira, refletindo um otimismo cauteloso.

No âmbito diplomático, Donald Trump conversou por telefone no sábado com líderes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Egito, Jordânia, Bahrein, Turquia e Paquistão para discutir o acordo em negociação.

Na mesma data, Shehbaz Sharif e o comandante do Exército paquistanês, Asim Munir, reuniram-se com autoridades chinesas, incluindo Xi Jinping e o primeiro-ministro Li Qiang, em Pequim.

Segundo o canal estatal paquistanês PTV, Sharif afirmou que "o mundo enfrenta um momento decisivo" e que "os avanços estão seguindo em uma direção positiva". Ele agradeceu o apoio da China para o estímulo à paz na região.

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