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Messi, o ídolo das maiores conquistas da Argentina
Lionel Messi, canhoto e possuidor de um talento único, evoluiu ao longo dos anos para se firmar como um líder incontestável, encerrando sua jornada na seleção argentina como capitão e estrela dos momentos mais gloriosos da história da ‘Albiceleste’.
Com 39 anos, Messi finalizou nesta segunda-feira (31) uma trajetória de 21 anos com a seleção, marcada por perdas dolorosas, uma aposentadoria breve, um retorno triunfante e uma consagração muito esperada.
“Está chegando ao fim, algumas fases estão terminando e essa é uma que dói muito. Amo, amei e sempre amarei fazer parte da seleção. Dei tudo o que tinha, já não tenho mais nada a oferecer e, além disso, jovens talentosos estão surgindo e merecem estar ali”, declarou o craque em sua conta no Instagram.
Seu último jogo foi a final da Copa do Mundo de 2026, onde a Argentina perdeu para a Espanha por 1 a 0, três anos e sete meses depois do maior momento de sua carreira: o título mundial de 2022, no Catar.
Messi deixa um legado enorme para a Argentina, com números impressionantes que parecem difíceis de serem superados, sendo o jogador com mais partidas pela ‘Albiceleste’ (207).
Ele também encerra sua carreira como o maior goleador da seleção, com 125 gols, recordista em assistências (68) e com mais jogos disputados em Copas do Mundo (34).
Agora, Messi pode refletir sobre sua estreia em 2005, quando o técnico José Pékerman o colocou em campo contra a Hungria, entrando do banco, mas sendo expulso após poucos segundos por uma falta.
Legado para a história
Nascido em Rosário, a cerca de 300 km de Buenos Aires, Messi reside em Miami desde 2023 com sua esposa, Antonela Roccuzzo, e seus três filhos.
Após brilhar na Europa com o Barcelona (2004-2021) e passar dois anos no Paris Saint-Germain, ele assinou com o Inter Miami, em uma liga menos competitiva, poupando energias para dar o seu melhor pela seleção argentina.
Seu compromisso com a Argentina sempre foi firme, mesmo após se estabelecer em Barcelona, pois ele poderia ter optado por jogar pela Espanha, mas escolheu esperar pela convocação do seu país natal.
Durante mais de vinte anos defendendo a ‘Albiceleste’, Messi protagonizou momentos marcantes, desde hat-tricks contra Brasil, em 2012, e contra o Equador nas eliminatórias para a Copa de 2018, até a final do Catar em 2022 contra a França, onde marcou duas vezes e guiou a Argentina ao seu terceiro título mundial.
Seus troféus com a seleção incluem a Copa do Mundo de 2022, a primeira desde 1986, as Copas América de 2021 e 2024, o ouro olímpico em Pequim-2008 e a Finalíssima de 2022.
O título da Copa América de 2021, o primeiro da seleção principal em quase trinta anos, foi conquistado ao vencer o Brasil no estádio do Maracanã.
Mas os números mostram apenas parte do brilho que Messi teve na reta final de sua carreira, quando, mesmo se poupando em campo, era sempre decisivo.
Momento difícil em 2016
Uma lembrança marcante foi quando ele driblou quatro jogadores ingleses na semifinal da Copa do Mundo de 2026, incluindo Harry Kane, antes de ser derrubado.
“O que mais ele precisa fazer para ser visto como o maior da história?”, questionou o técnico argentino Lionel Scaloni.
A relação de Messi com a Copa do Mundo começou com desilusões: eliminações precoces em 2006, 2010 e 2018, e a derrota na final para a Alemanha em 2014.
As duas finais de Copa América perdidas para o Chile também foram dolorosas, principalmente a de 2016, quando anunciou sua aposentadoria da seleção, que durou apenas 47 dias: “Acabou para mim na seleção”.
Ele voltou para reconquistar um povo que, ainda marcadamente influenciado por Maradona, inicialmente o criticava e o via como uma figura distante.
Desde então, Messi mudou. Continuou decisivo, mas abandonou a discrição para assumir a braçadeira de capitão e a liderança de uma equipe unida em torno de seu líder.
Scaloni formou um time disposto a lutar por Messi, um líder que mostrou sensibilidade na América do Norte, alternando entre lágrimas e sorrisos enquanto lidava com os problemas de saúde do pai, Jorge, seu empresário e pilar, que faleceu há três semanas.

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