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Ministro ressalta ações contra El Niño e progresso ambiental
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, declarou nesta sexta-feira (5) que o governo federal está retomando o meio ambiente como motor do desenvolvimento, e não como um impedimento. Ele fez esse pronunciamento durante a comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de maio.
Além de destacar os avanços, o ministro falou sobre os desafios futuros, como a previsão de um novo fenômeno El Niño este ano, que aumenta o risco de incêndios florestais, e explicou as ações já implementadas para enfrentar essa situação.
“Este ano, com a previsão de um novo El Niño, intensificamos o monitoramento e mobilizamos o maior número de brigadistas da nossa história. Ampliamos o uso de aeronaves e equipamentos para prevenção e combate, além de destinar mais de meio bilhão de reais aos corpos de Bombeiros dos estados mais afetados pelos incêndios”, ressaltou Capobianco.
Ele listou as iniciativas realizadas nos últimos três anos e destacou que o governo está mostrando ser possível crescer, criar empregos e gerar renda, ao mesmo tempo em que protege florestas, águas e a biodiversidade do Brasil.
Capobianco mencionou a diminuição do desmatamento em vários biomas: na Amazônia, a queda foi de 50% nos últimos três anos; no Cerrado, uma redução de 32%; e no Pantanal, 65%. Também ressaltou a expansão das áreas protegidas com a criação de mais de dez novas reservas ambientais, além do reconhecimento de terras indígenas e quilombolas.
“Essas áreas totalizam cerca de 5 milhões de campos de futebol, como os que veremos na Copa do Mundo que se aproxima. Ao preservarmos nossos biomas, protegemos a biodiversidade e evitamos a emissão de milhões de toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera”.
Conforme o ministro, o país retomou a liderança na transição energética, substituindo combustíveis fósseis por alternativas mais limpas, como biocombustíveis e eletricidade. Durante o discurso, Capobianco ressaltou a criação de incentivos para renovar frotas privadas e transporte público.
“Esses resultados são frutos de um grande esforço cooperativo entre o governo federal, estados, municípios e a sociedade civil. Isso só foi viável graças ao investimento em ciência, monitoramento e ao fortalecimento de instituições vitais, como o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade — que sofreram tentativas de enfraquecimento anos atrás”, afirmou.
Ele também destacou a retomada da cooperação internacional, incluindo o retorno do Fundo Amazônia com nove países financiadores. Segundo Capobianco, essas ações possibilitaram um volume recorde de R$ 204 bilhões em recursos públicos e privados, nacionais e internacionais, destinados ao desenvolvimento sustentável no Brasil.
O ministro mencionou ainda o investimento em recuperação de áreas degradadas e restauração florestal, com 3,4 milhões de hectares recuperados até o momento.
“Globalmente, critérios ambientais passam a ser determinantes em acordos comerciais e na atração de investimentos. Ignorar essa tendência pode resultar no fechamento de mercados e isolamento do país. Proteger nossas florestas, rios e a vida das famílias brasileiras é, além de necessário, uma garantia para um futuro econômico próspero”, concluiu.


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