Economia
Motta apoia resposta brasileira a tarifa dos EUA com Lei da Reciprocidade
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), expressou nesta quinta-feira sua desaprovação à decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Seguindo a mesma linha do governo Lula (PT), ele destacou a importância da Lei da Reciprocidade Econômica como ferramenta de resposta do Brasil.
Na quarta-feira, Donald Trump, então presidente dos EUA, anunciou a tarifa que agrava a disputa comercial entre os dois países, levando o governo brasileiro a preparar uma reação diplomática e econômica.
Em comunicado, Motta ressaltou que o Parlamento brasileiro apoia o diálogo respeitoso entre países soberanos, mas reprova o uso de barreiras comerciais como forma de pressão política.
“O Parlamento brasileiro valoriza o diálogo respeitoso entre países independentes, porém rejeita o uso de barreiras comerciais como meio de interferência ou coação política. Acreditamos que a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso, seja um mecanismo legítimo para proteger nossos interesses nacionais”, afirmou.
Ele também qualificou as tarifas impostas como ações unilaterais e protecionistas, que prejudicam a economia nacional, ameaçam empregos e afetam setores produtivos essenciais.
“Não existe justificativa técnica ou comercial válida para essa agressão contra o livre comércio e a soberania do Brasil. O Congresso estará atento aos próximos desdobramentos e pronto para agir com firmeza e equilíbrio em defesa da nossa economia, indústria e empregos brasileiros”, declarou.
A Lei da Reciprocidade Econômica, mencionada por Motta, foi sancionada no ano anterior e permite que o governo brasileiro tome medidas contra barreiras comerciais impostas por outras nações ou blocos econômicos.
Após a implementação da tarifa de 25% pelos Estados Unidos, o governo brasileiro sinalizou que utilizará essa legislação para fundamentar uma eventual resposta às ações americanas. Mesmo antes da confirmação da cobrança, especialistas da equipe econômica já indicavam essa lei como o principal instrumento para contrabalançar possíveis sanções comerciais dos EUA.

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