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UE muda regras do comércio de carbono para ajudar indústria

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A União Europeia (UE) deseja tornar seu sistema de precificação de carbono mais flexível, oferecendo maior suporte à indústria pesada durante a transição para práticas sustentáveis.

Conforme anunciado na sexta-feira, 17, a Comissão Europeia quer reduzir mais lentamente o limite total anual de emissões no Sistema de Comércio de Emissões (ETS, na sigla em inglês), permitindo que as indústrias tenham mais tempo para investir em tecnologias com menor impacto ambiental. Além disso, a comissão propõe que os 27 países membros direcionem uma parte maior dos recursos arrecadados pelo ETS para os setores que contribuem com o sistema, incentivando seus investimentos em processos de descarbonização.

No ETS, empresas que emitem gases do efeito estufa, como usinas de energia, devem pagar por cada tonelada de emissão, o que incentiva o uso de tecnologias mais limpas. O sistema estabelece um teto para as emissões totais, que diminui progressivamente.

A nova proposta é o mais recente afastamento da comissão em relação a medidas ambientais rigorosas, pressionada pela própria indústria. Wopke Hoekstra, comissário de Clima da UE, afirmou que a proposta tem três grandes objetivos: proteção ambiental, competitividade industrial e autonomia.

Para que a proposta entre em vigor, precisa ser aprovada pelos países membros e pelo Parlamento Europeu.

Paralelamente, a comissão apresentou um plano para aumentar o uso de eletricidade, buscando reduzir a diferença entre os preços da energia elétrica e os combustíveis fósseis.

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