Economia
Negociador-chefe dos EUA confirma que acordos são respeitados
Jamieson Greer, o principal representante comercial do presidente Donald Trump, expressou confiança na capacidade do governo americano de implementar novas tarifas sem infringir acordos existentes com parceiros bilaterais, destacando que “um acordo é um acordo” para economias como a União Europeia e o Japão, que já definiram limites tarifários para suas exportações aos Estados Unidos.
Recentemente, a Casa Branca propôs tarifas de importação que variam entre 10% e 60% para cerca de 60 países, baseando-se em uma investigação da Seção 301 sobre práticas envolvendo produtos supostamente produzidos com trabalho forçado.
Essa medida gerou dúvidas entre alguns parceiros comerciais, como a União Europeia, que firmou um acordo tarifário com os EUA há quase um ano, em Turnberry, Escócia.
Durante um encontro da OCDE em Paris, Greer reforçou que “reconhecem a importância de honrar os acordos estabelecidos” e que o governo busca ajustar as práticas comerciais consideradas problemáticas, respeitando os termos do acordo de Turnberry.
Além disso, Greer mencionou que outra investigação, relacionada à capacidade industrial excessiva, está próxima da conclusão. Ele ressaltou o compromisso com os acordos celebrados no último ano, considerados históricos para a política comercial dos EUA, e a necessidade de garantir que parceiros como o Japão respondam às práticas injustas detectadas.
Greer também assegurou que a China foi previamente informada sobre as propostas relacionadas ao trabalho forçado e que as negociações continuarão de maneira responsável para proteger a economia americana, mantendo tarifas adequadas como parte da estratégia para mitigar problemas identificados durante as investigações da Seção 301.


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