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Novo programa de Flávio fortalece apoio às mulheres com foco em empreendedorismo e proteção
Na busca por aumentar o apoio feminino, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está preparando um programa especial voltado para as mulheres. Liderado pela ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, o projeto reúne ações contra a violência doméstica, incentiva o empreendedorismo feminino e traz propostas para a economia do cuidado. O documento será analisado na próxima quarta-feira por parlamentares e lideranças femininas da direita antes do lançamento, previsto para julho.
Segundo pessoas da campanha, a segurança pública permanece como um tema central para Flávio, mas a equipe entende que é necessário ampliar a abordagem para conquistar mais eleitoras. Com isso, a proposta associa o combate à criminalidade com a promoção da autonomia financeira, geração de renda e o reconhecimento dos trabalhos de cuidado realizados majoritariamente por mulheres.
O projeto ganhou evidência após a divulgação da crise entre Michelle Bolsonaro e o senador, situação que preocupou os apoiadores quanto ao impacto da disputa interna justamente entre as eleitoras, um grupo onde o pré-candidato enfrenta mais desafios.
A coordenação do programa também elevou a importância de Daniella Marques na campanha. Responsável pela elaboração do programa econômico e o diálogo com empresários e investidores, ela também ficou encarregada da plataforma feminina.
Nos bastidores, a equipe da campanha aponta que as pesquisas qualitativas indicam que as mulheres buscam soluções para questões do dia a dia familiar e autonomia econômica, assuntos pouco explorados anteriormente pela candidatura. A proposta não substitui a segurança pública como foco, mas amplia a conversa com as eleitoras.
O programa está dividido em três pilares: “proteção, oportunidades e cuidado”. O primeiro trata do combate à violência contra mulheres, incluindo a ampliação do uso de tornozeleiras eletrônicas para agressores, defesa da castração química para crimes de estupro e medidas para fortalecer a rede de apoio às vítimas.
O segundo pilar destaca a independência financeira como forma de combater a violência doméstica, propondo incentivos ao empreendedorismo feminino, acesso facilitado ao microcrédito, qualificação profissional e geração de renda.
O terceiro aborda a economia do cuidado, reconhecendo o trabalho doméstico não remunerado e o cuidado com familiares, atividades majoritariamente femininas. O programa busca medidas que apoiem essas cuidadoras e reduzam a sobrecarga, fundamentando-se em estudos que mostram que essas atividades representam cerca de 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB).
A primeira versão do documento será debatida por lideranças femininas da direita na próxima quarta-feira, em reunião coordenada por Daniella Marques. Participarão, entre outras, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), as deputadas Bia Kicis (PL-DF) e Simone Marquetto (MDB-SP). O objetivo é definir o conteúdo final e a estratégia de divulgação do programa.
O programa deve ser incluído nas falas de Flávio ainda em julho. Aliados entendem que, além de mitigar os efeitos da crise com Michelle Bolsonaro, a iniciativa pode ampliar o alcance eleitoral do pré-candidato, conectando-o mais diretamente com as demandas do público feminino.

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