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Promotores buscam bloquear R$ 75 milhões de Deolane e associados ao PCC

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O Ministério Público de São Paulo solicitou à Justiça o bloqueio de bens no valor de até R$ 65 milhões pertencentes à advogada Deolane Bezerra Santos, ao chefe do Primeiro Comando da Capital, Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como ‘Marcola’, e a outros quatro envolvidos em uma ação relacionada a lavagem de dinheiro e organização criminosa protocolada na última quarta-feira (10). Além disso, os promotores pedem uma multa coletiva de R$ 10 milhões por danos morais difusos.

A solicitação faz parte da Operação Vérnix, que investiga um complexo esquema de lavagem de dinheiro conectado a uma transportadora localizada em Presidente Venceslau, interior de São Paulo, apontada como elemento financeiro crucial da liderança do PCC.

A defesa de Deolane Bezerra, liderada pelo criminalista Aury Lopes Jr., assim como a dos membros da família e aliados de Marcola, representada por Bruno Ferullo de Rita, refutam veementemente as acusações. A influenciadora declarou: “Não sou bandida”, enquanto o líder do PCC nega conhecer Deolane.

Os promotores querem que a Justiça considere como fruto do crime qualquer patrimônio dos réus que não seja compatível com seus rendimentos lícitos durante o período investigado. Isso implica que bens adquiridos com recursos ilícitos ou cuja origem não possa ser comprovada devem ser confiscados.

Para estimar os valores envolvidos, a Promotoria solicitou perícias ao Laboratório de Lavagem de Dinheiro (LAB-DL) da Polícia Civil de São Paulo, que já realizou investigações similares sobre outros criminosos de grande porte.

Segundo a denúncia da Operação Vérnix, Deolane Bezerra Santos lidera a lista de réus com o maior montante de patrimônio ilícito, estimado em aproximadamente R$ 27 milhões. Em seguida, aparece Everton de Souza, conhecido como ‘Player’, com cerca de R$ 9,4 milhões. O terceiro colocado, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola, teria acumulado aproximadamente R$ 8,6 milhões.

Além disso, o laboratório identificou que três outros acusados — Marcola, seu irmão Alejandro Herbas Camacho Júnior, e Paloma Sanches Herbas Camacho, filha de Alejandro — dividiram entre si cerca de R$ 20,7 milhões, recebendo cerca de R$ 6,9 milhões cada. Paloma está foragida na Espanha, e Leonardo estaria na região sul da Bolívia.

O pedido dos promotores inclui o bloqueio de bens variados, como carros de luxo, imóveis e joias, e ainda uma multa solidária de R$ 10 milhões por danos morais difusos, que deve ser aplicada pela 3ª Vara Judicial de Presidente Venceslau.

Caso condenados, Deolane, Marcola e os demais envolvidos poderão ter de arcar com um prejuízo total que ultrapassa os R$ 75 milhões, além de enfrentar penas que podem chegar a 22 anos de prisão.

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