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Taiwan responde patrulha chinesa em suas águas
A guarda-costeira de Taiwan anunciou neste domingo (7) que suas embarcações estão enfrentando navios chineses envolvidos em uma operação em águas a sudeste da ilha.
A mobilização ocorreu após a China realizar uma ação de fiscalização marítima, em resposta às recentes negociações entre Filipinas e Japão para estabelecer sua fronteira marítima, informou a imprensa oficial chinesa no sábado (6).
A China considera Taiwan parte de seu território e chamou os diálogos entre Japão e Filipinas de ilegítimos, afirmando que detém plena soberania sobre as águas nas quais esses diálogos ocorreram.
O Ministério dos Transportes da China conduziu uma operação especial de fiscalização do tráfego marítimo em águas a leste de Taiwan, coordenada pelas polícias marítimas das províncias de Fujian e Cantão, conforme informado pela agência estatal Xinhua.
Não foram fornecidos detalhes adicionais sobre a operação, como sua duração ou situação atual.
A Xinhua descreveu a operação como uma medida necessária contra o anúncio unilateral de início de negociações para delimitação da fronteira marítima entre Japão e Filipinas nas proximidades de Taiwan.
Em resposta, Taiwan destacou que enviou embarcações para reagir adequadamente à ação chinesa.
A guarda-costeira taiwanesa declarou que suas embarcações expulsaram quatro barcos chineses das águas restritas da ilha, localizando-os agora a 61 km a sudeste do ponto mais ao sul da ilha.
As embarcações de ambos os lados permanecem em situação de enfrentamento, segundo comunicado da guarda-costeira, que também condenou com firmeza o uso, pela China, das negociações entre Japão e Filipinas para tentar justificar sua jurisdição na área.
Tóquio e Manila iniciaram recentemente diálogos para definir a fronteira marítima de uma zona econômica e um planalto continental entre seus territórios, uma iniciativa que provocou a reação negativa de Pequim.


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