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Testemunha relata que equipe retirou câmera de jovem após salto sem segurança

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Uma testemunha da queda fatal da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, em Limeira, São Paulo, declarou ter visto funcionários da empresa do salto de rope jump removerem uma câmera presa ao corpo da vítima logo após o acidente.

O relato foi dado pelo coordenador pedagógico Rafael Goulart à EPTV, afiliada da TV Globo. Ele contou que a primeira cena que viu depois da queda foi a retirada de uma câmera GoPro que a jovem tinha pendurada no pescoço.

“A primeira imagem que tenho ao vê-la caída no chão foi a de alguns funcionários retirando do pescoço da vítima a câmera GoPro”, relatou Goulart.

O coordenador afirmou não saber se a câmera foi retirada por preocupação com o equipamento ou para dificultar a investigação. A Polícia Civil investiga o desaparecimento da câmera que estava com Maria Eduarda no momento do salto.

Além disso, a testemunha contou que os funcionários não deram explicações às pessoas no local e, pouco após o acidente, começaram a recolher equipamentos e trocar de roupa.

“Eles não disseram nada a ninguém. Pareciam estar em estado de choque”, afirmou o coordenador. Segundo ele, alguns membros da equipe tentaram sair do local antes da chegada das autoridades.

“Eles levavam equipamentos para o carro, voltavam com outras camisas sem identificação e tentavam sair”, completou.

Policiais impediram a saída dos funcionários. Goulart comentou: “Eu perguntei ao policial se eles conseguiriam sair sem serem presos, e ele respondeu que não, que estavam tentando fugir. O policial sacou a arma, mandou todos sentar e ordenou que ninguém saísse dali.”

Maria Eduarda morreu no sábado, dia 13, ao praticar rope jump na Ponte do Esqueleto. Vídeos que circulam mostram que a jovem foi lançada da estrutura sem estar presa à corda de segurança.

De acordo com a Polícia Civil, deveriam ter sido instaladas duas cordas, mas nenhuma estava fixada no momento. A vítima usava apenas uma cinta no corpo, onde os dispositivos de segurança deveriam estar acoplados.

Três funcionários da empresa responsável foram presos e depuseram. Eles são investigados como responsáveis por erguer e lançar a jovem da ponte.

O caso está sendo investigado como homicídio com dolo eventual, caracterizado quando alguém assume o risco de provocar a morte, mesmo sem intenção direta.

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