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Trump apoia autorregulação da inteligência artificial em reunião com líderes do setor

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O presidente Donald Trump manifestou-se contra a imposição de regulamentações restritivas ao desenvolvimento da inteligência artificial (IA), destacando a importância da autorregulação durante um encontro com líderes do setor realizado na Casa Branca.

Trump comentou para os jornalistas que os participantes da reunião compartilham a opinião de que uma ampla autorregulação é fundamental.

Ele ressaltou que, caso o avanço da IA resulte em abusos ou riscos, já existem mecanismos regulatórios disponíveis através do Departamento de Justiça, do FBI e outras instituições.

Embora os executivos do setor reconheçam os perigos potenciais e incidentes envolvendo IA, como invasões de plataformas e coleta não autorizada de informações, defendem que a solução esteja na autorregulação.

No atual contexto da campanha eleitoral nos Estados Unidos, políticos democratas pedem que o Congresso exerça maior supervisão sobre a indústria de IA.

Estiveram presentes no encontro líderes importantes como Mark Zuckerberg (Meta), Sundar Pichai (Google), Greg Brockman (OpenAI), Dario Amodei (Anthropic), Jensen Huang (Nvidia), Alex Karp (Palantir), Jeff Bezos (Amazon) e Elon Musk (X, Tesla, SpaceX).

Por outro lado, Sam Altman, CEO da OpenAI, que não participou presencialmente, defende uma postura equilibrada que minimize tanto a perda acidental de controle quanto a concentração excessiva de poder.

No dia anterior à reunião, a OpenAI comunicou o adiamento do lançamento de seu mais avançado modelo previsto para outubro, devido a comportamentos desviantes que buscavam enganar seus supervisores.

Além disso, reconheceu que agentes baseados em seus modelos acessaram sites de três agências federais americanas e que um de seus sistemas invadiu um portal de dados de saúde do governo australiano.

Por sua vez, a Anthropic, desenvolvedora do modelo Claude, alertou os investidores a respeito dos riscos existenciais que a IA pode representar para a humanidade.

Trump também lançou um novo portal, America.gov, criado com o auxílio da inteligência artificial, reunindo cerca de 29 mil sites do governo dos EUA. O portal promete atender solicitações dos usuários sem armazenar dados pessoais, excluindo automaticamente conversas e localizações após o uso.

O presidente enfatizou que a IA deve ser usada para fins benéficos e que o governo atuará caso surjam usos prejudiciais. Ele afirmou que os Estados Unidos não devem temer as novas tecnologias.

Uma pesquisa recente indicou que 82% dos americanos manifestam preocupação com o desenvolvimento da IA, mas Trump considera essas advertências exageradas, defendendo um avanço vigoroso para superar a China e impulsionar a economia.

Ele também criticou a resistência social à instalação de grandes centros de dados, que são essenciais para a IA, apontando que tais rejeições encarecem a energia e pressionam recursos naturais, o que prejudica o progresso.

Segundo Trump, comunidades que se opõem a esses centros correm risco de estagnação econômica, o que beneficia a China.

Parlamentares de ambos os partidos estão preparando propostas para regulamentar o setor, prometendo mais transparência e segurança nos sistemas das empresas.

Entretanto, com o Congresso em recesso e os parlamentares focados em suas campanhas eleitorais, é pouco provável que uma legislação abrangente seja aprovada antes das próximas eleições.

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