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UFMG comenta confronto entre ex-deputado e estudantes
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) descreveu a confusão envolvendo o ex-deputado de São Paulo, Douglas Garcia (União-SP), e alunos da instituição como um episódio de tensão e violência ocorrido na última quarta-feira (22).
Em comunicado enviado à imprensa, a UFMG ressaltou que ações que possam gerar conflitos precisam seguir protocolos institucionais apropriados.
Douglas Garcia e a pré-candidata à deputada Marília Amaral (PL-MG) realizaram gravações próximas à Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich), no campus Pampulha, questionando estudantes se seriam capazes de comprovar se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria melhor para o país do que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A resistência dos estudantes resultou em uma série de agressões físicas entre as partes. A equipe do ex-deputado registrou a ocorrência em vídeo e a divulgou nas redes sociais. Com a situação sob controle, seguranças da UFMG solicitaram que os pré-candidatos deixassem o campus.
A universidade enfatizou que as filmagens feitas por Douglas Garcia não foram comunicadas às instâncias internas da UFMG, o que motivou reações espontâneas dos estudantes no campus Pampulha.
A nota da UFMG reafirmou seu compromisso histórico com a liberdade de expressão, pluralidade de ideias e o convívio democrático, garantindo que os espaços permanecem abertos para debates públicos e manifestações livres.
A instituição também informou que o ex-deputado e sua equipe foram retirados do campus para preservar a integridade de todos e restabelecer a ordem no local.
A Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich), onde o incidente ocorreu, emitiu uma nota lamentando o acontecimento e condenando o uso do espaço universitário para disseminar mensagens de ódio e intolerância.
A nota da Fafich destaca que a universidade é um ambiente para debates críticos e amplos, mas atos de extremismo e violência, mesmo que justificados pela liberdade de expressão, são inadmissíveis e prejudicam a convivência democrática. Ressaltam que a agressão como ferramenta política é preocupante e incompatível com a vida acadêmica.
Por fim, a faculdade expressa repúdio veemente ao uso da instituição para propagar o ódio e reforça seu compromisso com o debate respeitoso e inclusivo baseado nos princípios da cidadania e do Estado Democrático de Direito.

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