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Google lança provador virtual com IA no Brasil

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Se a compra de roupas pela internet ainda é um dos maiores desafios para os consumidores no comércio eletrônico, o Google acredita que a inteligência artificial pode ajudar a superar essa dificuldade e aumentar as vendas online. A empresa lançou no Brasil o “Provador Virtual”, uma ferramenta integrada ao Google Shopping que permite ao usuário ver como roupas e sapatos ficariam em seu corpo por meio do envio de uma foto.

De acordo com o Google, a tecnologia vai além de simplesmente sobrepor imagens. Utiliza um modelo de IA generativa que interpreta as características do corpo humano e o comportamento dos tecidos, simulando como diferentes materiais se ajustam e se movem.

Patrícia Moreira, líder da indústria de Moda e Beleza do Google Brasil, explica que o crescimento do comércio eletrônico de moda enfrenta o receio dos consumidores quanto ao ajuste das peças. A ferramenta pode aumentar a taxa de conversão e diminuir o volume de devoluções:

“Quando um produto é devolvido, quem arca com o custo são as próprias marcas. Reduzir essas trocas significa maior lucratividade e operacionalização sustentável.”

Como utilizar:

  1. Faça o upload de uma foto de corpo inteiro;
  2. Busque o item desejado no Google;
  3. Clique no ícone ou botão “Prove o Look” disponível no anúncio do produto;
  4. Se gostar da simulação, clique em “Comprar” para ser direcionado ao site do lojista e efetuar a compra.

Recomenda-se que a foto seja neutra, com o corpo inteiro e usando roupas simples, como camiseta e calça jeans ou roupas de academia, para facilitar o reconhecimento da silhueta pela ferramenta.

Essa funcionalidade está disponível apenas no ambiente do Google Shopping e não será incorporada diretamente nos sites das lojas. Além disso, não é possível combinar peças diferentes de marcas diversas em um mesmo visual.

O Google garante que não utiliza as imagens enviadas pelos usuários para treinar seus modelos de IA nem para outras finalidades que não sejam a simulação.

Rodrigo Carvalho, diretor de soluções de performance do Google Brasil, comenta que a ferramenta funciona bem com vestidos, camisetas, calças e tênis, mas apresenta limitações em algumas categorias:

“Botas muito altas, como as de estilo cowboy, têm dificuldades de visualização. Também há restrições para experimentar lingerie, cuecas e calcinhas, tanto por questões de privacidade quanto de sensibilidade do usuário.”

Outro ponto desafiador são as medidas. A ferramenta dá uma ideia visual sobre o caimento e a modelagem das roupas, mostrando como o tecido e a peça se acomodariam no corpo, mas não informa com precisão se uma peça ficará justa ou larga.

O objetivo é fornecer ao consumidor mais contexto visual sobre o ajuste das roupas, e não funcionar como um sistema para indicar tamanhos, já que não existe um padrão único de medidas entre marcas e varejistas.

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