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Presidente da Bolívia avisa manifestantes: a situação está crítica
Rodrigo Paz, presidente da Bolívia, convocou nesta quarta-feira (27) os manifestantes para o diálogo, alertando que a crise atual está se tornando perigosa, um dia após o Congresso permitir a declaração de estado de exceção para controlar os protestos.
Há quase um mês, Paz enfrenta intensos protestos com bloqueios nas estradas realizados por camponeses, trabalhadores e caminhoneiros que inicialmente exigiam medidas contra a pior crise econômica em quatro décadas e agora pedem a renúncia do presidente.
“O país precisa de ordem e a situação está se tornando insustentável (…) O tempo está acabando. Chamamos todos para o diálogo”, declarou o presidente de centro-direita durante um evento público em La Paz.
Na terça-feira à noite, o Congresso retirou uma restrição que limitava a capacidade do presidente de decretar estados de exceção, possibilitando o uso dos militares para controlar as manifestações e restringir o direito de reunião e circulação.
“Quem tentar destruir o país enfrentará este presidente e toda a força da Constituição”, advertiu Rodrigo Paz, referindo-se às medidas de exceção. “Às forças policiais e militares: saibam que o povo apoia vocês”, acrescentou.
La Paz, capital do governo, e a cidade vizinha El Alto são os principais pontos dos protestos e bloqueios, que provocam falta de alimentos, medicamentos e combustíveis. O presidente informou que os prejuízos econômicos já atingem 600 milhões de dólares (3,03 bilhões de reais).
Milhares de camponesas, vestindo roupas tradicionais e carregando bandeiras indígenas, marcharam pelas ruas centrais de La Paz, unindo-se a motoristas em greve que paralisaram o transporte público.
O governo de Rodrigo Paz acusa uma tentativa de desestabilizar a ordem democrática e aponta Evo Morales, atualmente foragido acusado de exploração de uma menor, como o responsável por incitar os protestos violentos.

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