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Irã vê baixa chance de guerra; Trump quer acordo melhor

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O governo do Irã declarou nesta quarta-feira (27) que vê como pouco provável que o conflito com os Estados Unidos seja retomado. Entretanto, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que não está satisfeito com as propostas iranianas para encerrar a disputa.

Desde o início do conflito, o Irã quase bloqueou o Estreito de Ormuz, rota marítima vital para o transporte de energia no mundo, enquanto os EUA responderam impondo um bloqueio naval aos portos iranianos.

Trump expressou que não tem pressa para fechar um acordo com o Irã. “O Irã quer muito um acordo, mas até agora não alcançamos um consenso. Ainda não estamos satisfeitos, mas vamos estar”, disse ele durante uma reunião de seu gabinete na Casa Branca.

“Ou chegamos a um acordo, ou teremos que agir”, completou, sugerindo retomar ações militares.

Quando questionado sobre a possibilidade de um acordo temporário para reabrir o Estreito de Ormuz sob o controle do Irã e de Omã, Trump foi categórico: “Não, o estreito estará aberto para todos”. Ele afirmou ainda que, caso Omã não cumpra as regras internacionais, poderá enfrentar consequências severas.

Mais cedo, Mohammad Akbarzadeh, vice-chefe político da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica, ressaltou que a chance de guerra é baixa devido à fragilidade do inimigo, mas advertiu que as Forças Armadas iranianas permanecem em alerta máximo. Ele ressaltou que transformarão áreas do sul iraniano em pontos de resistência contra qualquer agressor.

Estas declarações vieram depois que o Irã acusou os EUA de violar o cessar-fogo e avisou que está pronto para responder a ataques recentes, os mais graves desde a trégua iniciada em 8 de abril.

O conflito no Oriente Médio começou em fevereiro com ataques dos EUA e Israel contra o Irã, espalhando-se por diversas frentes e causando uma crise no mercado global de energia.

Após sinais de avanço nas negociações, a TV estatal iraniana comunicou que Washington teria concordado em suspender o bloqueio naval, reabrir o Estreito de Ormuz e retirar suas tropas da região do Golfo. Contudo, a Casa Branca desmentiu imediatamente essas informações, chamando-as de invenção.

Na terça-feira, a mídia estatal iraniana reportou explosões na cidade portuária de Bandar Abbas, próxima ao Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária afirmou ter derrubado um drone americano que invadiu o espaço aéreo iraniano e atacado um caça F-35.

O porta-voz do Comando Central dos EUA, capitão Tim Hawkins, anunciou novos ataques americanos contra o Irã em “legítima defesa”.

Buscando restaurar a normalidade no país, as autoridades iranianas restabeleceram parcialmente a internet global após três meses de interrupção, mas a população segue preocupada com possíveis ataques.

Amir, analista de sistemas de 27 anos em Teerã, expressou o sentimento comum: “Embora o cessar-fogo esteja mantido e notícias de um possível acordo circulem, diariamente nos perguntamos se haverá ataques com mísseis durante a noite.”

Israel declara zona de combate no Líbano

No Líbano, Israel continuou seus ataques contra o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, apesar da trégua iniciada em 17 de abril.

O Exército israelense declarou que a região ao sul do rio Zahrani, na fronteira com o Líbano, será considerada uma zona de combate, exigindo a evacuação dos moradores locais. Anteriormente, ordenou a saída dos residentes de Tiro, também no sul do Líbano.

Bombardeios recentes na cidade de Nabatiye causaram pelo menos 31 mortes, conforme o Ministério da Saúde libanês.

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