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Justiça pede filha após mulher ser jogada de penhasco pelo ex em MG
Alerta: o texto a seguir trata de temas delicados como violência contra a mulher, violência doméstica e estupro. Caso você esteja vivenciando ou conheça alguém nesta situação, ligue 180 e denuncie.
A filha mais velha de Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, que foi jogada de um penhasco de 50 metros na Serra do Rola-Moça, em Belo Horizonte (MG), pelo ex-companheiro, deseja que a justiça seja cumprida. Thaine Heloísa Rodrigues de Souza, 24 anos, disse nas redes sociais que a sobrevivência da mãe foi um verdadeiro milagre.
Silvanildo Amâncio de Araújo, de 52 anos, ex-companheiro de Ana Cláudia, foi preso e admitiu a autoria do crime. A defesa dele não foi localizada.
“Só quero justiça, que minha mãe possa viver em paz, pois desde fevereiro enfrentamos um inferno. Que minha família tenha tranquilidade e que ele responda por seus atos”, declarou Thaine.
Ana Cláudia e Silvanildo mantinham um relacionamento de mais de 10 anos e tinham uma filha de 9 anos, terminando em fevereiro. Dias antes do ataque, Ana Cláudia havia solicitado uma medida protetiva contra ele.
Thaine contou que a mãe está se recuperando fisicamente: “Pedi a Deus pela vida dela. Ela está hospitalizada, com uma pequena fratura no nariz, arranhões e hematomas, mas está bem. Eu, meu irmão e meu esposo já conversamos com ela. Minha mãe renasceu, um milagre. Em breve ela estará em casa, se Deus quiser.”
Ana Cláudia desapareceu na manhã de segunda-feira, 25, após levar a filha pequena à escola no bairro Pindorama. Ela relatou à família ter encontrado o ex-companheiro no caminho. Em vídeo após a prisão, Silvanildo confessou o crime, detalhando como sequestrou e lançou a mulher do penhasco.
“Peguei ela ao descer do ônibus, abracei e pedi que entrasse no carro. Ela perguntou se eu iria matá-la e eu disse que não. Levei até o Jardim Canadá e a empurrei do penhasco”, relatou.
Resgatada pelo Corpo de Bombeiros, Ana Cláudia passou mais de 24 horas aguardando socorro até ser encontrada.
Silvanildo informou que mostrou um canivete para amedrontar Ana Cláudia, mas não o usou para ameaçar ativamente. Ele foi preso em Várzea da Palma, a mais de 300 km de Belo Horizonte.
Durante as buscas, polícia encontrou no veículo do suspeito o canivete, facas e celulares, sendo que um estava envolto em papel alumínio para dificultar rastreamento.
O trajeto do carro foi monitorado pelas câmeras rodoviárias. Na noite de segunda, Silvanildo passou por Várzea da Palma, seguiu para Corinto, onde dormiu no veículo, e no dia seguinte retornou a Várzea da Palma, onde foi capturado.
Resgate
O Corpo de Bombeiros informou que Ana Cláudia foi socorrida consciente e sem fraturas graves, sendo levada ao Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte. Durante o resgate, que envolveu um helicóptero, ela se manteve consciente e colaborativa.
A mulher sofreu duas quedas: uma inicial de cerca de 10 metros com maior inclinação e outra subsequente de aproximadamente 40 metros menos íngreme. Para tentar sobreviver, ela conseguiu escalar cerca de 10 metros até o local onde foi encontrada e retirada pelos bombeiros.
Mais de 20 militares atuaram no trabalho de busca e resgate.

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