Brasil
Jairinho pode cumprir mais 11 a 12 anos de prisão, diz defesa
A defesa do Jairinho projetou que ele deverá permanecer em regime fechado por mais 11 a 12 anos antes de conseguir uma possível progressão de pena, mesmo após receber uma condenação total de 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão pelo caso da morte de Henry Borel.
Essa estimativa preliminar foi realizada pelos advogados na manhã desta quinta-feira, logo após o término do julgamento. Eles consideraram os cerca de cinco anos que o réu já cumpriu desde 2021, além da possibilidade de redução da pena pela remição decorrente do trabalho realizado no sistema prisional.
Os defensores enfatizam que os cálculos oficiais ainda não foram finalizados e expressam a expectativa de anular o júri ou reduzir a pena em instâncias superiores.
Os advogados baseiam suas projeções em duas hipóteses principais: a anulação do julgamento em grau recursal e, caso a condenação permaneça, a diminuição da pena pelos tribunais. Por isso, qualquer previsão sobre o tempo que resta de prisão deve ser encarada como uma hipótese fundamentada na sentença atual.
Rodrigo Faucz, um dos representantes legais do Jairinho, comentou que não foi possível realizar todos os cálculos detalhados ainda, pois a equipe precisou descansar após mais de dez dias intensos de sessões no Tribunal do Júri, que se estenderam até altas horas da madrugada.
De acordo com a decisão da juíza Elizabeth Machado Louro, Jairinho foi condenado a 35 anos, 6 meses e 20 dias por homicídio duplamente qualificado de Henry, 6 anos e 3 meses por tortura, e 2 anos por coação no curso do processo, totalizando 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão.
A defesa destaca que nem toda a pena necessariamente conta para progressão de regime. O advogado explica que dois anos da condenação foram fixados em regime aberto, por isso usou como base para seu cálculo aproximadamente 41 anos para estimar o tempo necessário até a progressão.
Jairinho está detido desde abril de 2021, somando pouco mais de cinco anos de encarceramento até o momento. Além disso, segundo a defesa, ele realiza atividades laborais na unidade prisional, o que possibilita a remição de pena — um mecanismo legal que permite a redução da condenação de um dia a cada três dias trabalhados.


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