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ONU: Forças do Exército de Mianmar matam mais de 700 civis nas eleições
O Exército de Mianmar foi responsável pela morte de mais de 700 civis durante o período eleitoral que ocorreu entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, conforme divulgado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos nesta segunda-feira, 22.
As eleições legislativas, realizadas em dezembro de 2025 e janeiro de 2026, foram apresentadas após cinco anos sob regime autoritário como um retorno ao sistema democrático.
No entanto, o pleito não pôde ser realizado em grandes regiões dominadas por insurgentes e terminou com uma vitória esmagadora e sem concorrência dos partidos alinhados ao Exército.
De acordo com o relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, “fontes confiáveis indicam que pelo menos 702 civis perderam a vida em todo o país durante o período eleitoral”.
Ravina Shamdasani, porta-voz desta instituição, afirmou à AFP que “essas 702 mortes são atribuídas ao Exército de Mianmar”.
Ela ressaltou ainda que “isto não descarta que outros grupos armados possam ter causado outras vítimas civis. Estes são os dados confiáveis atualmente disponíveis. O número pode ser maior”.
O documento revela que os ataques aéreos foram a principal causa dos danos e sofrimentos enfrentados pela população.
Além disso, fontes públicas reportaram que grupos armados de oposição também realizaram ataques que atingiram civis, sendo que ao menos 95 dessas mortes estiveram relacionadas ao período eleitoral.
O Alto Comissariado identificou picos de fatalidades civis em períodos específicos, durante agosto e setembro de 2025 e entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, momentos que coincidiram com o anúncio das eleições e o avanço militar do Exército no campo de batalha.
Entre as 702 vítimas fatais, estão 224 mulheres e 153 crianças, conforme detalhado no relatório.

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