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alcolumbre convoca votação de pauta polêmica antes de encontro com lula
Teresa Leitão, nova líder do governo no Senado, comunicou nesta segunda-feira, 29, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que os projetos de interesse do Palácio do Planalto só avançarão após uma conversa com Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Em sua primeira reunião com Lula desde que assumiu o cargo deixado por Jaques Wagner (PT-BA), que saiu após ser mencionado no escândalo do Banco Master, Teresa juntou-se aos ministros que buscam reaproximar o chefe do Executivo e o presidente do Senado.
Alcolumbre colocou na pauta desta terça-feira, 30, a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e combate a endemias. A equipe econômica considera essa medida uma ‘pauta polêmica’, pois pode impactar cerca de R$ 30 bilhões nas contas públicas em dez anos.
No início do mês, o Senado aprovou a renegociação das dívidas do agronegócio, com impacto estimado em R$ 139,8 bilhões em 13 anos, sendo R$ 22,4 bilhões em 2027, segundo ministérios da Fazenda e Planejamento.
Paralelamente, Alcolumbre vem adiando a análise da PEC da Segurança, aprovada pela Câmara em março, que destina recursos para a segurança pública via fundo social do pré-sal. Também não enviou para a Comissão de Constituição e Justiça a PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6×1.
Essa última proposta, embora já aprovada pela Câmara, está sendo analisada com mais cautela devido às resistências empresariais, e a discussão foi adiada para depois das eleições.
O tema da segurança pública e a alteração da jornada de trabalho, garantindo dois dias de descanso semanal, são bandeiras da campanha de reeleição de Lula, que busca avançar nessas votações.
Desde o fim de abril, quando o Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF), o relacionamento entre Lula e Alcolumbre piorou significativamente.
Os dois não mantêm contato há dois meses. Wagner tentou ser intermediário, mas deixou o cargo após a ligação ao escândalo Master ser revelada. A permanência de Wagner no posto era vista como um peso para Lula e sua campanha, que quer distanciar-se de controvérsias, principalmente em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), rival político do presidente.
Alcolumbre continua a afirmar nos bastidores que Lula enfrentaria nova derrota se insistisse na indicação de Messias ao STF, indicando apoio a Rodrigo Pacheco (PSB) para a vaga. Essa rejeição no Senado foi a primeira desde 1894, no governo de Floriano Peixoto.
Em suas redes sociais, Teresa Leitão informou que se reuniu com Lula e o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, para definir os próximos passos a fim de garantir o avanço das pautas prioritárias para o povo brasileiro.
Ela ressaltou que atuará para fortalecer a coordenação entre o Palácio do Planalto, a base aliada e parlamentares, especialmente líderes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com foco na construção de consensos e no progresso das pautas governamentais. Destacou como exemplos o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública.
Apesar dos esforços, Lula ainda não marcou encontro com Alcolumbre, mas espera-se que essa reunião aconteça em breve, visando melhorar a relação e destravar importantes votações.

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