Economia
Brasil pode ser líder mundial em SAF, o combustível verde para aviões
O Brasil tem capacidade para se tornar um líder mundial na produção de combustível sustentável para aviação (SAF, na sigla em inglês), conforme previsões divulgadas nesta segunda-feira pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, sigla em inglês), que representa companhias aéreas em escala global.
Atualmente, o país possui 15 projetos de produção de SAF, com potencial para produzir 2 milhões de toneladas, enquanto a produção global prevista para este ano é de 2,4 milhões de toneladas.
Até 2030, considerando o parque atual de refino de biocombustíveis, o Brasil poderia alcançar uma capacidade produtiva de 12 milhões de toneladas, de acordo com as estimativas apresentadas durante a Reunião Geral Anual da Iata, que reúne CEOs de companhias aéreas globais no Rio de Janeiro.
O SAF é um biocombustível utilizado para substituir ou ser misturado ao querosene de aviação (QAV), contribuindo para a diminuição das emissões de gases do efeito estufa (GEE) no setor aéreo. No domingo, o diretor-geral da Iata, Willie Walsh, destacou que a indústria está atrasada em relação à meta de alcançar emissões líquidas zero de GEE até 2050.


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