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Durigan rejeita críticas dos EUA ao Pix e espera fim das novas tarifas

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Ministro da Fazenda, Dario Durigan, contrapôs as alegações feitas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) que motivaram a recomendação de impor novas tarifas ao Brasil. Conforme relatório preliminar de 1º de junho, o USTR acusou o Brasil de práticas ilegais em comércio digital, serviços de pagamento eletrônico como o Pix, tarifas preferenciais, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais incluindo desmatamento ilegal.

Durigan declarou em entrevista ao portal g1 que os argumentos apresentados não se sustentam e que espera que prevaleça a razão e a análise técnica, fazendo com que as tarifas propostas não sejam aplicadas contra o Brasil.

Ele destacou que a ideia de que o Pix prejudica empresas americanas é infundada, explicando que o sistema de pagamento é uma infraestrutura desenvolvida no Brasil por diversas entidades ao longo do tempo, oferecida de maneira universal. “Qualquer empresa ou pessoa que atua no Brasil pode usar o Pix”, afirmou o ministro.

O relatório preliminar do USTR sugeriu a aplicação de uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros importados, com exceção da maioria dos itens agropecuários. O processo de investigação ainda está em andamento e, em 6 de junho, representantes do agronegócio brasileiro participaram de audiência para defender o setor contra as acusações.

Em resposta enviada ao USTR em 1º de junho, o governo brasileiro, por meio do ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira, enfatizou que o Pix não exclui empresas estrangeiras.

O Itamaraty esclareceu que o Pix é uma infraestrutura pública de acesso aberto, com participação disponível em condições equitativas. Além disso, o sistema foi criado para incentivar a concorrência, reduzir custos, aumentar a inclusão financeira e permitir novos modelos de negócios no ecossistema de pagamentos digitais. Longe de restringir empresas estrangeiras, o Pix ampliou o mercado brasileiro no setor e criou novas oportunidades para fornecedores privados, incluindo companhias dos EUA.

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