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Israel encerra Parlamento para eleições em outubro
O Parlamento de Israel, conhecido como Knesset, decidiu se dissolver nesta sexta-feira (17), abrindo caminho para as eleições marcadas para 27 de outubro. A decisão veio após a aprovação de várias leis que favorecem o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que busca um novo mandato mesmo com a queda de sua popularidade.
Dos 120 membros do Knesset, 62 votaram a favor da dissolução.
A coalizão de governo liderada por Netanyahu, de 76 anos, aprovou diversas leis controversas em uma longa sessão, buscando fortalecer a posição do premiê e atender aliados ultraortodoxos. Entre as mudanças aprovadas, estão a redução dos poderes do procurador-geral, a proteção de ultraortodoxos que evitam o serviço militar e a ampliação do controle governamental sobre a mídia.
Além disso, o Parlamento autorizou um aumento no orçamento destinado aos partidos políticos.
Mesmo com a dissolução, a assessora jurídica do Knesset, Sagit Afik, esclareceu que o órgão pode continuar funcionando por cerca de dez dias, pois a confirmação da data das eleições ainda está em análise por uma comissão.
Benjamin Netanyahu, que é o primeiro-ministro que mais tempo ocupou o cargo na história de Israel, está numa situação delicada, com a maioria dos israelenses desejando sua saída.
Seu principal concorrente nas próximas eleições parece ser Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior do Exército.

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