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PF liga Vorcaro a grupo no Rio que fazia ameaças

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A Polícia Federal revelou que Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, comandava um grupo no Rio de Janeiro dedicado a ameaçar e constranger opositores que prejudicavam os interesses do banco. As investigações indicam que esse grupo contava com a participação de operadores do jogo do bicho, milicianos e policiais.

Essa organização, conhecida como “A Turma”, tinha como função intimidar e vigiar adversários, além de acessar informações sigilosas de processos judiciais a mando de Vorcaro. No Rio, a liderança local estava a cargo de Manoel Mendes Rodrigues, conhecido como “empresário do jogo”, que foi preso preventivamente.

A autoridade policial destacou que o grupo era composto por membros do jogo do bicho, milícias e agentes policiais, e que Manoel agia como elo entre a liderança central da organização e os agentes locais responsáveis pela intimidação física e constrangimento de alvos.

A atuação do grupo inclui eventos como o ocorridos em junho de 2024 em Angra dos Reis, onde, após ordem de Vorcaro, o grupo fez ameaças a um comandante de embarcação de propriedade do banqueiro e depois intimidou um ex-chefe de cozinha desafeto do empresário. Mensagens interceptadas mostram Vorcaro requisitando informações detalhadas e instruindo ações contra o funcionário.

Testemunhas relataram ter sido ameaçadas de morte por sete homens, entre eles Manoel, aliado de Vorcaro com ligações ao jogo do bicho.

Segundo o relator do caso no Supremo Tribunal Federal, ministro André Mendonça, Manoel exercia o papel de intimidador qualificado, responsável por gerar medo e conferir autoridade às ameaças no âmbito local.

Nova etapa da Operação Compliance Zero

Essas descobertas fazem parte da mais recente fase da Operação Compliance Zero, que cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Entre os presos estão Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, policiais federais, hackers e um empresário associado ao jogo do bicho.

A Polícia Federal investiga a organização suspeita de praticar ameaças, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.

As provas foram reunidas a partir de materiais apreendidos com Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, responsável pela execução das ações do grupo. Após sua prisão em março, Mourão tentou suicídio e veio a falecer devido a complicações causadas pela falta de oxigenação cerebral.

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