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Queda do VSR em crianças até 2 anos, informa Fiocruz

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Os casos de vírus sincicial respiratório (VSR), que afetam principalmente crianças com até 2 anos, estão diminuindo significativamente em grande parte do Brasil, conforme divulgado pelo Boletim InfoGripe nesta quinta-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Essa infecção é uma das causas mais comuns de bronquiolite em crianças pequenas.

Os dados laboratoriais indicam que a redução da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças até 4 anos deve-se principalmente à queda das internações por VSR em várias regiões do país. No entanto, a incidência continua alta em alguns estados.

Cinco estados brasileiros — Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul — apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com tendência de aumento a longo prazo.

Para outros grupos etários, como jovens, adultos e idosos, a diminuição das hospitalizações por influenza A explica a queda nos casos. Já em crianças de 5 a 14 anos, a redução ocorre principalmente devido à menor ocorrência de casos graves causados por rinovírus.

Segundo o InfoGripe, é fundamental manter práticas de higiene respiratória, como lavar as mãos frequentemente, cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar utilizando o braço ou lenço de papel, e ficar isolado ao apresentar sintomas gripais ou de resfriado. Caso o isolamento não seja viável, a recomendação é o uso de máscara ao sair de casa. Além disso, manter a vacinação em dia é crucial.

Incidência e mortalidade

O estudo da Fiocruz mostra que, nas últimas oito semanas epidemiológicas, a incidência e a mortalidade da SRAG são mais expressivas nas faixas etárias extremas investigadas. A incidência é maior em crianças até 2 anos, enquanto a mortalidade predomina entre idosos com 65 anos ou mais.

Enquanto nas crianças a SRAG se relaciona principalmente ao VSR, entre os idosos a maior causa de mortalidade é o vírus influenza A, para o qual a vacina é disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde.

Dados epidemiológicos

Em 2026, foram notificados 115.203 casos de SRAG, com 60.200 (52,3%) confirmados positivamente para vírus respiratórios, 39.743 (34,5%) negativos e 8.218 (7,1%) aguardando resultado laboratorial.

Dentre os casos positivos, 20,8% referem-se à influenza A, 4,5% à influenza B, 40,2% ao vírus sincicial respiratório, 30,2% ao rinovírus e 4,5% ao Sars-CoV-2 (Covid-19).

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