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Republicanos vai analisar expulsão de Manga por apoio em vídeo

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O diretório do Republicanos em São Paulo está avaliando um pedido para expulsar o prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga. O pedido foi feito pelo ex-vereador de São Paulo, Atílio Francisco da Silva (Republicanos).

Segundo a queixa, Manga violou regras do partido ao divulgar um vídeo na sede do União Brasil em Sorocaba, onde apoiou a pré-candidatura de sua esposa, Sirlange Maganhato, para a Câmara dos Deputados.

Atílio destacou que o estatuto do Republicanos prevê punição para quem apoia candidatos de outros partidos. Ele solicitou a suspensão temporária de Manga e, ao final do processo, a expulsão definitiva.

“A propaganda para um adversário político é uma conduta grave que prejudica a confiança no partido”, afirmou na representação.

Contactado, Manga afirmou que deseja continuar no Republicanos. “Não pretendo sair, mas apoiarei integralmente minha esposa, mesmo que isso cause desconforto”, declarou.

O prefeito ressaltou que a atitude não desrespeita, pois tanto o Republicanos quanto o União Brasil apoiam a reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência.

O Republicanos já considerava aplicar punição a Manga desde o mês anterior. O presidente nacional, Marcos Pereira, comentou que havia uma sensação de traição na legenda.

No vídeo controverso, Manga aparece em frente à sede do União Brasil em Sorocaba, decorada com fotos dele e da esposa.

“Esta é a nova sede do União Brasil em Sorocaba, onde Sirlange preside o União Mulher. Aqui estão nossas fotos. Comentem: quem é mais bonito? Quem teve mais sorte: Sirlange casando com Manga ou Manga casando com Sirlange?”

Conhecido por sua fama no TikTok, Manga tem milhões de seguidores nas redes sociais.

Ele foi reeleito prefeito de Sorocaba em 2024 com 73% dos votos. Em novembro de 2025, foi afastado cautelarmente pela Justiça devido a investigações de possíveis irregularidades na área da saúde municipal.

Em março de 2026, uma decisão do ministro do STF Nunes Marques permitiu seu retorno ao cargo, confirmado posteriormente pela Segunda Turma.

O caso continua aberto. Manga enfrenta acusações da Procuradoria Regional da República por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, peculato, contratação ilegal e fraude em licitações, baseadas na operação da Polícia Federal chamada Copia e Cola. Sua defesa nega as acusações.

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