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Trump amplia importação temporária de carne magra

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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou na quarta-feira, 26, uma medida que aumenta temporariamente o limite de cortes magros de carne bovina importados sem tarifas extras além da cota. Essa flexibilização valerá por 90 dias, começando em 1º de setembro de 2026, liberando até 100 mil toneladas por mês.

Segundo a Casa Branca, a ação visa ampliar a oferta e controlar os preços da carne moída para os consumidores norte-americanos.

A medida é destinada exclusivamente a cortes magros para mistura com carne bovina nacional na produção de carne moída e inclui um incentivo para que esses cortes importados sejam vendidos com um desconto de 25% em comparação ao preço usual da importação.

O governo busca dessa forma reduzir custos sem prejudicar os pecuaristas locais e possibilitar a recuperação do rebanho interno.

Essa decisão não altera os acordos comerciais vigentes relacionados à carne bovina de países com tratados de livre comércio com os EUA, nem afeta países com cotas específicas para exportação de carne ao mercado americano.

A iniciativa acontece em meio à diminuição do rebanho bovino nos EUA, causada por restrições na importação de animais vivos do México, além de condições climáticas adversas como seca e incêndios que afetam pastagens e alimentação do gado.

Com isso, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) projeta que a produção de carne bovina do país em 2026 será cerca de 4% menor que em 2025, intensificando a pressão sobre a oferta e os preços internos.

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