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Polônia reprova homenagem da Ucrânia a grupo militar polêmico da Segunda Guerra Mundial
O presidente e o primeiro-ministro da Polônia expressaram forte desaprovação nesta sexta-feira (29) após o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, ter prestado homenagem a uma organização militar da Segunda Guerra Mundial que gera controvérsias, acusada de ter assassinado milhares de poloneses.
A controvérsia iniciou-se quando Zelensky decidiu nomear uma unidade militar em memória do Exército Insurgente Ucraniano (UPA, sigla original).
De acordo com a Polônia, a UPA foi responsável pelo assassinato de cerca de 100 mil civis poloneses na região hoje conhecida como oeste da Ucrânia; a Polônia classifica esses eventos como genocídio.
O presidente polonês, Karol Nawrocki, manifestou sua indignação com a atitude e declarou que solicitou a revogação da Ordem da Águia Branca concedida ao presidente Zelensky.
Já o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, manifestou que essa decisão “fere nossa sensibilidade histórica” e representa um motivo de preocupação para a relação entre os dois países.
Embora a Polônia seja um dos principais aliados da Ucrânia na Europa após a invasão russa iniciada em fevereiro de 2022, os dois países enfrentam um passado complexo que remonta ao período da Segunda Guerra Mundial.
Os nacionalistas ucranianos veneram a UPA pelo seu papel na luta pela independência da Ucrânia contra as forças soviéticas, apesar das ligações do grupo com o regime nazista alemão.
Após mais de quatro anos de conflito, a Ucrânia tem buscado promover a unidade nacional em sua resistência contra a agressão russa, valorizando certas figuras históricas.
Recentemente, Kiev realizou a repatriação dos restos mortais de um líder da Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN) — a entidade criadora da unidade militar UPA — que desafiou o controle soviético, incluindo cooperações com o nazismo.


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