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Rodrigo Pacheco decide não disputar governo de Minas e encerra carreira política

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Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado e senador pelo PSB em Minas Gerais, anunciou nesta sexta-feira (29) que não será candidato ao governo do estado. Ele afirmou que decidiu finalizar sua trajetória política.

Segundo ele, “vou encerrar meu ciclo na política, algo que planejei há muito tempo. Ao iniciar minha carreira política, eu sempre mencionava que há um momento para entrar e outro para sair, e eu não pretendia me perpetuar nesse meio. Tenho bastante desapego ao poder e felizmente não dependo da política para viver. Já havia optado por deixar esse ciclo, e essa resolução ficou ainda mais clara após minha presidência no Senado, a qual continuo mantendo.”

O senador foi considerado a principal escolha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para disputar o governo de Minas Gerais e representar o petista na região.

Ele migrou do PSD, partido mais alinhado à direita em Minas, para o PSB, mostrando proximidade com Lula. Porém, a relação esfriou após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ter articulado para barrar a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Pacheco, que era a preferência de Alcolumbre e outros senadores para a vaga no STF, passou a ser visto com reserva por setores do governo e do PT depois desse episódio, embora tenha negado envolvimento contra Messias.

Sobre a possibilidade de concorrer a uma vaga no Tribunal de Contas da União caso o ministro Bruno Dantas se aposente, ele afirmou que tal oportunidade não existe atualmente e que não considera essa hipótese.

Rodrigo Pacheco elogiou o presidente Lula, destacando que sempre tiveram uma relação muito boa e uma convivência saudável antes de Lula assumir a Presidência da República.

Disse também que quem disputar o governo de Minas pelo campo democrático e progressista deve ser uma pessoa à altura, mencionando nomes do PSB, como Josué Gomes da Silva, ex-presidente da Fiesp e filho do vice-presidente José Alencar, e o ex-procurador geral da Justiça Jarbas Soares. Contudo, ressaltou que essa é sua opinião pessoal e que não participará do processo de escolha do candidato.

Comentando sobre o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no escândalo do banco Master, adversário político de Lula, Pacheco ressaltou a importância do direito à defesa, ao contraditório e ao devido processo legal, defendendo a presunção de inocência e evitando prejulgamentos ou uso midiático-político precipitado.

As declarações foram feitas durante evento do Lide, em São Paulo.

Crítica à decisão dos EUA sobre facções criminosas

Rodrigo Pacheco também criticou a classificação das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos.

Ele considerou essa decisão equivocada e afirmou que caberá ao Ministério das Relações Exteriores negociar com os EUA para ajudar no combate ao crime organizado. Para ele, essa classificação banaliza o conceito de terrorismo e não contribui para resolver o problema dessas organizações criminosas.

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